sexta-feira, 30 de abril de 2010

Quando em 1968, a União Aduneira possibilitou o aumento das trocas comerciais entre os Estados-membros, devido à eliminação dos direitos aduaneiros no espaço comunitários, começou a verificar-se alguns entraves à livre circulação de mercadorias. As formalidades aduaneiras, nas fronteiras internas, obrigavam os transportadores de mercadorias a parar em longas filas, o que constituía um entrave às trocas comerciais intracomunitárias, custando às empresas comerciais tempo e dinheiro.

De forma a acabar com estes problemas, foi assinado o Acto Único Europeu, em 1986, que fixou como o grande objectivo a construção do Mercado Único Europeu.

O Mercado Único significou a concretização das quatro liberdades fundamentais, previstas pelo Tratado de Roma: livre circulação de mercadorias, de pessoas, de serviços e de capitais. Uma das primeiras medidas tomadas para a criação do mercado interno único foi a supressão dos controlos aduaneiros afectuados nas fronteiras aduaneiras. Isto facilitou enormemente o comércio na Europa, tendo aumentado significativamente o volume de trocas entre os Estados-membros.


Contudo, para Vilar Formoso as coisas não correram da melhor maneira. Com a eliminação dos controlos aduaneiros, houve a ruina total dos trabalhadores aduaneiros, pois perderam o seu emprego. "Fechou o posto de turismo da zona, o Automóvel Clube de Portugal, como também o Banco de câmbio". Indirectamente, também contribuiu para o despovoamento da zona. Vilar Formoso, que antes era uma terra de oportunidades, tornou-se então uma simples terra do Interior.


No entanto, para alguns esta mudança foi positiva. Através da supressão destas formalidades e da entrada em vigor da moeda única, a população, tendo em conta que nos arredores nada encontram, move-se até Espanha fazendo lá as suas compras, até porque os preços de lá são mais competitivos.


Raquel Aguiar e Inês Viana