terça-feira, 25 de maio de 2010

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Vilar Formoso e o Mercado único

Quando foi concluída a união aduaneira, em 1968, as trocas comerciais entre estados-membros aumentaram devido à eliminação dos direitos aduaneiros, no entanto, ainda se mantinham formalidades aduaneiras que constituíram um entrave as trocas comerciais intracomunitárias. Todavia, em 1986, assinado o acto único europeu, ficou prevista a constituição de um mercado único europeu até final de 1992. E assim foi, a 1 de Janeiro de 1993, as últimas barreiras físicas ao comércio livre desapareceram, facilitando o comércio na Europa e aumentando o volume de trocas. Mais tarde, a 1 de Janeiro de 2002, entrou em circulação as notas e moedas em euros que passaram a ser utilizadas em todas as transacções dentro e entre os estados membros participantes da UEM.
É certo que a inexistência de fronteiras significa mais oportunidades, como trabalhar ou estudar sem quaisquer entraves nos países-membros por exemplo, no entanto, em Vilar Formoso menos fronteiras significou perda de oportunidades, pois a sua principal função era o controlo alfandegário. Com a abolição das fronteiras os 230 trabalhadores aduaneiros da Vila ficaram sem emprego e, consequentemente assistiu-se a u despovoamento da vila. Como resposta ao problema, o presidente de câmara de Vilar Formoso ainda deu inicio à construção de um parque industrial a fim de criar emprego e desenvolver a região. No entanto, hoje esse parque industrial está deserto e a vila sobrevive da agricultura familiar e do comércio permitindo concluir que 17 anos depois, a vila não conseguiu desenvolver-se, nem tornar-se suficientemente competitiva.
Ainda assim, algumas empresas sobreviveram á “crise”provocada pelo mercado único, como por exemplo uma empresa de Vilar Formoso que mantinha negócios com países extracomunitários. No entanto, com a entrada de mais países na UE em 2004, o negócio saiu prejudicado pois 4 dos países com quem mantinham negócios constantes, entraram nesse ano para a comunidade. Ou seja, não foi só a abolição de fronteiras que afectou a empresa mas também os alargamentos da comunidade.
No entanto, a criação de um mercado único não tem apenas desvantagens. As empresas têm mais oportunidades, enquanto os consumidores têm um diversificado leque de escolha, a preços baixos. Falando especificamente de Vilar Formoso, é certo que saiu prejudicado com o Mercado único, no entanto, hoje em dia, os seus moradores beneficiam em muito da eliminação de barreiras. Os portugueses vão a Espanha comprar alimentos, gás e combustíveis por serem mais baratos. E, por outro lado, os espanhóis vêm a Vilar Formoso beneficiar das belas paisagens, isto é, o turismo acaba por ser uma fonte de rendimento para a vila, que não seria tão facilmente conseguido se não houvesse o mercado único.
Concluímos assim que a integração na UE é muito importante para o nosso país e também para Vilar Formoso, pois independentemente dos problemas causados inicialmente, o mercado único trouxe e trás muitas vantagens a esta terra fronteiriça.

Cátia Freitas e Ana Isabel Pinto

domingo, 2 de maio de 2010

Vilar Formoso, José Manuel

Em 1986 com a entrada de Portugal e de Espanha para o Mercado Único da CEE (actual UE), e com a implantação do Acto Único Europeu, foi assegurado entre Portugal e Espanha (tal como com os restantes países da UE), a eliminação dos controlos fronteiriços visto que havia total liberdade de circulação de pessoas, mercadorias, serviços e capitais entre os países membros.

Desta forma, certas cidades fronteiriças, como foi o caso de Vilar Formoso, foram afectadas bastante negativamente visto que a sua principal função era o controlo alfandegário, perdendo dessa forma a sua principal fonte de emprego, levando a que, por exemplo, Vilar Formoso se tornasse uma cidade muito menos competitiva, levando a que possivelmente tivessem surgido argumentos anti-Integração Europeia.

Apesar de haverem sempre aspectos negativos, como foi o caso de Vilar Formoso, as vantagens da integração europeia ultrapassam em larga escala as desvantagens.
Com a integração europeia, Portugal passou a receber fundos europeus para se desenvolver, passou a ter um mercado para exportar as suas mercadorias assegurado, a vida da sua população é muito mais facilitada quando vai para o estrangeiro (protecção diplomática em países terceiros por qualquer embaixada europeia, possibilidade de trabalhar ou abrir um negócio em qualquer estado-membro, cobertura pelo sistema nacional de saúde mesmo fora do país ou possibilidade de receber reforma mesmo estando noutro estado-membro de onde descontou, entre outros), isto para não mencionar outras vantagens tais como aquelas referentes aos países da zona euro (por exemplo, inexistência de câmbios, mais fácil comparação de preços ou taxas de inflação reduzidas asseguradas).

Como conclusão, a entrada de Portugal para a comunidade europeia trouxe, como tudo, as suas desvantagens, mas no entanto, este é um caso onde obviamente as vantagens ultrapassam claramente as desvantagens, e apesar de ser desafortunado o que aconteceu com Vilar Formoso, não podem ser situações destas que impossibilitem a inteira integração de Portugal na comunidade europeia, pelo que as desvantagens da isolação seria muito mais sérias do que aquelas derivadas da integração europeia, como se pode analisar com o que acontecia com o Portugal pré-25 de Abril.