Quando foi concluída a união aduaneira, em 1968, as trocas comerciais entre estados-membros aumentaram devido à eliminação dos direitos aduaneiros, no entanto, ainda se mantinham formalidades aduaneiras que constituíram um entrave as trocas comerciais intracomunitárias. Todavia, em 1986, assinado o acto único europeu, ficou prevista a constituição de um mercado único europeu até final de 1992. E assim foi, a 1 de Janeiro de 1993, as últimas barreiras físicas ao comércio livre desapareceram, facilitando o comércio na Europa e aumentando o volume de trocas. Mais tarde, a 1 de Janeiro de 2002, entrou em circulação as notas e moedas em euros que passaram a ser utilizadas em todas as transacções dentro e entre os estados membros participantes da UEM.
É certo que a inexistência de fronteiras significa mais oportunidades, como trabalhar ou estudar sem quaisquer entraves nos países-membros por exemplo, no entanto, em Vilar Formoso menos fronteiras significou perda de oportunidades, pois a sua principal função era o controlo alfandegário. Com a abolição das fronteiras os 230 trabalhadores aduaneiros da Vila ficaram sem emprego e, consequentemente assistiu-se a u despovoamento da vila. Como resposta ao problema, o presidente de câmara de Vilar Formoso ainda deu inicio à construção de um parque industrial a fim de criar emprego e desenvolver a região. No entanto, hoje esse parque industrial está deserto e a vila sobrevive da agricultura familiar e do comércio permitindo concluir que 17 anos depois, a vila não conseguiu desenvolver-se, nem tornar-se suficientemente competitiva.
Ainda assim, algumas empresas sobreviveram á “crise”provocada pelo mercado único, como por exemplo uma empresa de Vilar Formoso que mantinha negócios com países extracomunitários. No entanto, com a entrada de mais países na UE em 2004, o negócio saiu prejudicado pois 4 dos países com quem mantinham negócios constantes, entraram nesse ano para a comunidade. Ou seja, não foi só a abolição de fronteiras que afectou a empresa mas também os alargamentos da comunidade.
No entanto, a criação de um mercado único não tem apenas desvantagens. As empresas têm mais oportunidades, enquanto os consumidores têm um diversificado leque de escolha, a preços baixos. Falando especificamente de Vilar Formoso, é certo que saiu prejudicado com o Mercado único, no entanto, hoje em dia, os seus moradores beneficiam em muito da eliminação de barreiras. Os portugueses vão a Espanha comprar alimentos, gás e combustíveis por serem mais baratos. E, por outro lado, os espanhóis vêm a Vilar Formoso beneficiar das belas paisagens, isto é, o turismo acaba por ser uma fonte de rendimento para a vila, que não seria tão facilmente conseguido se não houvesse o mercado único.
Concluímos assim que a integração na UE é muito importante para o nosso país e também para Vilar Formoso, pois independentemente dos problemas causados inicialmente, o mercado único trouxe e trás muitas vantagens a esta terra fronteiriça.
Cátia Freitas e Ana Isabel Pinto
segunda-feira, 3 de maio de 2010
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