quarta-feira, 23 de junho de 2010

Exame de Economia A - 1ª Fase

Versão 1

Versão 2

Critérios

Basta carregarem nos links... se tiverem coragem! :D

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Exame

Muito trabalho para muitas recompensas!!

terça-feira, 25 de maio de 2010

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Vilar Formoso e o Mercado único

Quando foi concluída a união aduaneira, em 1968, as trocas comerciais entre estados-membros aumentaram devido à eliminação dos direitos aduaneiros, no entanto, ainda se mantinham formalidades aduaneiras que constituíram um entrave as trocas comerciais intracomunitárias. Todavia, em 1986, assinado o acto único europeu, ficou prevista a constituição de um mercado único europeu até final de 1992. E assim foi, a 1 de Janeiro de 1993, as últimas barreiras físicas ao comércio livre desapareceram, facilitando o comércio na Europa e aumentando o volume de trocas. Mais tarde, a 1 de Janeiro de 2002, entrou em circulação as notas e moedas em euros que passaram a ser utilizadas em todas as transacções dentro e entre os estados membros participantes da UEM.
É certo que a inexistência de fronteiras significa mais oportunidades, como trabalhar ou estudar sem quaisquer entraves nos países-membros por exemplo, no entanto, em Vilar Formoso menos fronteiras significou perda de oportunidades, pois a sua principal função era o controlo alfandegário. Com a abolição das fronteiras os 230 trabalhadores aduaneiros da Vila ficaram sem emprego e, consequentemente assistiu-se a u despovoamento da vila. Como resposta ao problema, o presidente de câmara de Vilar Formoso ainda deu inicio à construção de um parque industrial a fim de criar emprego e desenvolver a região. No entanto, hoje esse parque industrial está deserto e a vila sobrevive da agricultura familiar e do comércio permitindo concluir que 17 anos depois, a vila não conseguiu desenvolver-se, nem tornar-se suficientemente competitiva.
Ainda assim, algumas empresas sobreviveram á “crise”provocada pelo mercado único, como por exemplo uma empresa de Vilar Formoso que mantinha negócios com países extracomunitários. No entanto, com a entrada de mais países na UE em 2004, o negócio saiu prejudicado pois 4 dos países com quem mantinham negócios constantes, entraram nesse ano para a comunidade. Ou seja, não foi só a abolição de fronteiras que afectou a empresa mas também os alargamentos da comunidade.
No entanto, a criação de um mercado único não tem apenas desvantagens. As empresas têm mais oportunidades, enquanto os consumidores têm um diversificado leque de escolha, a preços baixos. Falando especificamente de Vilar Formoso, é certo que saiu prejudicado com o Mercado único, no entanto, hoje em dia, os seus moradores beneficiam em muito da eliminação de barreiras. Os portugueses vão a Espanha comprar alimentos, gás e combustíveis por serem mais baratos. E, por outro lado, os espanhóis vêm a Vilar Formoso beneficiar das belas paisagens, isto é, o turismo acaba por ser uma fonte de rendimento para a vila, que não seria tão facilmente conseguido se não houvesse o mercado único.
Concluímos assim que a integração na UE é muito importante para o nosso país e também para Vilar Formoso, pois independentemente dos problemas causados inicialmente, o mercado único trouxe e trás muitas vantagens a esta terra fronteiriça.

Cátia Freitas e Ana Isabel Pinto

domingo, 2 de maio de 2010

Vilar Formoso, José Manuel

Em 1986 com a entrada de Portugal e de Espanha para o Mercado Único da CEE (actual UE), e com a implantação do Acto Único Europeu, foi assegurado entre Portugal e Espanha (tal como com os restantes países da UE), a eliminação dos controlos fronteiriços visto que havia total liberdade de circulação de pessoas, mercadorias, serviços e capitais entre os países membros.

Desta forma, certas cidades fronteiriças, como foi o caso de Vilar Formoso, foram afectadas bastante negativamente visto que a sua principal função era o controlo alfandegário, perdendo dessa forma a sua principal fonte de emprego, levando a que, por exemplo, Vilar Formoso se tornasse uma cidade muito menos competitiva, levando a que possivelmente tivessem surgido argumentos anti-Integração Europeia.

Apesar de haverem sempre aspectos negativos, como foi o caso de Vilar Formoso, as vantagens da integração europeia ultrapassam em larga escala as desvantagens.
Com a integração europeia, Portugal passou a receber fundos europeus para se desenvolver, passou a ter um mercado para exportar as suas mercadorias assegurado, a vida da sua população é muito mais facilitada quando vai para o estrangeiro (protecção diplomática em países terceiros por qualquer embaixada europeia, possibilidade de trabalhar ou abrir um negócio em qualquer estado-membro, cobertura pelo sistema nacional de saúde mesmo fora do país ou possibilidade de receber reforma mesmo estando noutro estado-membro de onde descontou, entre outros), isto para não mencionar outras vantagens tais como aquelas referentes aos países da zona euro (por exemplo, inexistência de câmbios, mais fácil comparação de preços ou taxas de inflação reduzidas asseguradas).

Como conclusão, a entrada de Portugal para a comunidade europeia trouxe, como tudo, as suas desvantagens, mas no entanto, este é um caso onde obviamente as vantagens ultrapassam claramente as desvantagens, e apesar de ser desafortunado o que aconteceu com Vilar Formoso, não podem ser situações destas que impossibilitem a inteira integração de Portugal na comunidade europeia, pelo que as desvantagens da isolação seria muito mais sérias do que aquelas derivadas da integração europeia, como se pode analisar com o que acontecia com o Portugal pré-25 de Abril.

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Quando em 1968, a União Aduneira possibilitou o aumento das trocas comerciais entre os Estados-membros, devido à eliminação dos direitos aduaneiros no espaço comunitários, começou a verificar-se alguns entraves à livre circulação de mercadorias. As formalidades aduaneiras, nas fronteiras internas, obrigavam os transportadores de mercadorias a parar em longas filas, o que constituía um entrave às trocas comerciais intracomunitárias, custando às empresas comerciais tempo e dinheiro.

De forma a acabar com estes problemas, foi assinado o Acto Único Europeu, em 1986, que fixou como o grande objectivo a construção do Mercado Único Europeu.

O Mercado Único significou a concretização das quatro liberdades fundamentais, previstas pelo Tratado de Roma: livre circulação de mercadorias, de pessoas, de serviços e de capitais. Uma das primeiras medidas tomadas para a criação do mercado interno único foi a supressão dos controlos aduaneiros afectuados nas fronteiras aduaneiras. Isto facilitou enormemente o comércio na Europa, tendo aumentado significativamente o volume de trocas entre os Estados-membros.


Contudo, para Vilar Formoso as coisas não correram da melhor maneira. Com a eliminação dos controlos aduaneiros, houve a ruina total dos trabalhadores aduaneiros, pois perderam o seu emprego. "Fechou o posto de turismo da zona, o Automóvel Clube de Portugal, como também o Banco de câmbio". Indirectamente, também contribuiu para o despovoamento da zona. Vilar Formoso, que antes era uma terra de oportunidades, tornou-se então uma simples terra do Interior.


No entanto, para alguns esta mudança foi positiva. Através da supressão destas formalidades e da entrada em vigor da moeda única, a população, tendo em conta que nos arredores nada encontram, move-se até Espanha fazendo lá as suas compras, até porque os preços de lá são mais competitivos.


Raquel Aguiar e Inês Viana

terça-feira, 2 de março de 2010

Procura do erro do jornalista

A minha pergunta! Como é que um jornal de Economia escreve erros científicos?

Queda surpresa na inflação para 0,9%  acontece pela primeira vez em quatro meses, segundo a estimativa rápida do Eurostat.  Em Janeiro os preços tinham avançado para 1%. A descida dos preços na zona euro em Fevereiro surpreendeu os analistas, que esperavam que a taxa de inflação permanecesse em 1%.
Os dados da inflação são importantes para tentar antecipar eventuais alterações nos juros na zona euro. A taxa de referência do Banco Central Europeu (BCE) encontra-se actualmente no nível mais baixo de sempre de 1%.

Quais são???

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Análise da tabela pg.131

Analisando a tabela podemos ver que as exportações portuguesas aumentaram 5,3% em 2004, 2,8% em 2005 e 12,4% em 2006.

Em 2005, os países para os quais Portugal mais exportou foram Espanha, Alemanha e França. Ao contrario de Espanha e França, onde as exportações tiveram sempre uma variação positiva, em 2004 e 2005 houve uma variaçao negativa na Alemanha.
Podemos ver que os países que tiveram um maior crescimento em 2006 foram Angola, Singapura, Brasil e México apesar destes terem um peso reduzido em 2005 (2,6%, 1,2%, 0,6% e 0,3%, respectivamente).

Os países que tiveram uma variaçao mais negativa foram a Bélgica e o Reino Unido cujo peso, em 2005, foi 3,7% e 8,6%, respectivamente, mas que no entanto tiveram um crescimento negativo de 5,65 e 7,9%, respectivamente.

Concluo assim que, os países que tiveram um maior crescimento foram também aqueles que tiveram um peso menor, e que os países que tiveram um maior peso tiveram também um crescimento bastante acentuado.
Isto segundo o INE e o Banco de Portugal.

Evoluçao do investimento directo

Análise do gráfico da página 137 do manual.

O gráfico, cuja fonte é o Banco de Portugal, dá-nos a informação sobre a evoluçao ao longo dos anos do investimento directo português expresso em milhões de euros.

O investimento directo no estrangeiro é o investimento feito por Portugal, aplicado em actividades bem identificadas.

Em 1997, o valor do investimento directo portugês foi de 2346 milhões de euros. Isto significa que 2346 milhões foram investidos fora do país.
Em 1998 observou-se um significativo aumento do IDE, apresentando o valor de 9483 milhões.
Voltou-se a registar um aumento nos dois anos seguintes, apresentando os valores de 10006 em 1999 e 14002 milhões no ano 2000.
Em 2002 e 2003 registou-se uma diminuição no IDE, sendo observados os valores de 13164 e 11612 milhões, respectivamente.
Em 2004 volta-se a registar um aumento, desta vez apresentando o valor de 12340 milhões de euros.
Em 2005 registou-se uma queda significativa, apresentando o valor de 5214 milhões.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Ministra prevê reduzir factura com medicamentos em 2010

O ministério da saúde, segundo o jornal de negócios preve reduzir a factura com medicamentos em 1% este ano, o que equivale a uma poupança de 16 milhoes de euros, depois da subida da forte derrapagem ocorrida na despesa em medicamentos no ano anterior.

No passado dia 19 de Febreiro, foi prometido empenho nesta situaçao durante a discussao do orçamento de estado para 2010 depois de em 2009 as despesas em medicamentos terem derrapado 80 %, saldando em 1,5 mil milhoes de euros, uma subida de 6,3 % face a 2008.

Esta poupança segundo o ministério da saúde vai ser conseguida através de um conjunto de medidas, entre as quais a implementação da venda de medicamentos em unidose, revisão do regime de comparticipações, desmaterialização do circuito administrativo do medicamento, forte campanha na promoção da prescrição de genéricos e prescrição electrónica dos medicamentos.

No orçamento de estado para 2009 previa-se que o aumento dos gastos com os medicamentos em farmácias nao iriam ultrapassar os 3,4 % , quando na realidade situou-se nos 6,3 %.
Ana Jorge, que é a actual ministra da Saúde.

A equipa de Ana Jorge justifica o aumento da despesa no ano de 2009, devido a dois grandes factores " por um lado, ao aumento da comparticipação a 100% dos medicamentos genéricos para pensionistas e, por outro lado, ao facto de não se reflectir no preço de referência a baixa do preço dos genéricos ".

http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=411037

Notícia de 19 de Febreiro de 2010

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Relações económicas intra e extracomunitárias - o investimento directo estrageiro em Portugal (IDEP) Pág.138

Não tive disponibilidade para meter a análise no blog na semana passada. Contudo, vou metê-la hoje, com a melhor análise feita nestes anos.
Os meus gráficos são referentes ao IDE de países terceiros em Portugal (IDEP). No período em análise entre 97 a 2005, os valores do investimento estrangeiro tomaram valores diferenciados. Entre 97 a 2003, o investimento aumentou de 7952 milhões de euros para 32224 milhões. Contudo, é de referir que em 2002 hove uma descida legeira, rondando os 21797 milhões de euros. Nos últimos dois anos, o valor deste investimento diminuiu, rondando o valor final de 23861 milhões de euros. Também verificamos que os países que investiram mais em Portugal, durante 2005, foi a Alemanha (4399 milhões de euros), os Países Baixos (3967 milhões) e o Reino Unido (3807 milhões) , enquanto que os países que menos investiram foram o Luxemburgo (476 milhões de euros), a Irlanda (478 milhões) e os EUA (586 milhões de euros)
Assim , conclui-se que os países que mais investem em Portugal são países europeus, pertencentes à UE. Ou seja, o principal investidor em Portugal é a UE.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Relações económicas intra e extracomunitárias- o turismo, pág. 135

Segundo o INE e Banco de Portugal, em 2006, 27,5% das exportações de bens e serviços foi para o turismo e outros serviços.
Entre 95 e 96 o peso das receitas do turismo diminuíram, ou seja, 25% para 23,5% e entre 97 e 2006 o peso das receitas do turismo aumentaram, passando de 24% para 27,5%, tendo só diminuindo em 2000 e em 2003, ou seja, o peso das receitas do turismo foram de 26,5%.

Evolução da posição ocupada pelos outros países nas exportações em Portugal


De acordo com o INE, em 1985 58,3% das exportações portuguesas tinham como destino a CEE, e os restantes 41,7% tinham como destino os países fora da CEE.

Em 2002, o peso das exportações para os países fora da CEE diminuíram para 32%.

Esta evolução deveu-se á diminuição do peso das exportações para a EFTA (de 3,9% em 1985, para 1,6% em 2002). O peso da exportações para os EUA, PALOP e Países da Europa Central e de Leste mantiveram-se mais ou menos constantes – diminuiu ligeiramente para os EUA (de 5,9% em 1980 para 5,7% em 2002), mas sofreu um ligeiro aumento de 0,9% em 1980 para 1,6% em 2002 nas exportações para os países da Europa central e de leste e de 2,9% em 1980 para 3,0% em 2002 nas exportações para os PALOP.

Conclui-se assim, que mais de metade das exportações portuguesas têm como destino a CEE.

Importações de mercadorias por principais países de origem - P.134

Importações de mercadorias por principais países de origem - pesos no total (em percentagem)



Segundo a fonte do INE, entre 1996 e 2006, apenas as importações oriundas de Espanha, entre os quatro países aos quais importamos, aumentaram percentualmente os seus pesos no total.

O Reino Unido passou em 96, onde representava 7% das importações, a representar apenas 4% das importações em 2006.

A França foi o terceiro país que mais exportou para Portugal, apesar de esta também ter perdido peso relativo nas suas exportações para o nosso país, passando de 12% em 96 para 8% 2006.

As importações oriundas da Alemanha, que representavam 15% em 96, passaram em 2006 a representar 13% das importações de mercadorias totais.

As importações espanholas foram as que mais aumentaram o seu peso no total, passando de 23% en 1996 para 31% em em 2006, um crescimento percentual que, comparando com os valores das importações alemãs, francesas e inglesas, se justifica, concluindo-se então que entre 96 e 2006 as importações espanholas foram as que mais cresceram, para além de no ano base já serem as que tinham maior representatividade, sendo que Espanha aumentou a sua presença no mercado português, dando agora ainda mais concorrência aos outros três países mais importantes nas exportações para Portugal.

pág 133 - "Evolução das importações por origem geográfica"

De acordo com o INE, em 1986, 58,8% das importações portuguesas tinham como origem a União Europeia e em 2002 aumentaram o seu peso para 77,9%.
As importações vindas de outros países, como EUA, EFTA e OPED, para Portugal, correspondia a 6,8%, 7,3% e 8,6% do total de importações, respectivamente em 1986, mas em 2002 diminuíram todos o seu peso.
Também diminuiu o peso de importações, entre os anos de 1986 e 2002, dos países de economia planificada. 0,8% das importações portuguesas em 1986, tinham como origem os PALOP, e em 2002, 0,2%. Os outros países tinham um peso de 16,6% do total das importações portuguesas em 1986 e em 2002 de 13,7%.
Conclui-se, assim, que a maioria das importações portuguesas têm origem na União Europeia. Isto deve-se porque dentro da União Europeia, os seus países fazem uso de um livre comércio, mas para os países fora da União Europeia já fazem uso do proteccionismo, o que faz com que Portugal diminua as sua importações que têm como origem os países fora da UE.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Importações da CEE


Portugal entrou na CEE em 1986.

38,6% das suas importações advinham da CEE em 1985.

58,8% das suas importações advinham da CEE em 1986.

Concluo assim que após a integração na CEE, Portugal aumentou as suas importações oriundas da CEE.

Investimento Directo Estrangeiro em portugal, por sectores de actividade - 2005


De acordo com o Banco de Portugal, o Investimento Directo Estrangeiro em Portugal em 2005 foi destinado maioritariamente ao sector secundário e terciário, sendo a indústria transformadora o principal sector de investimento (32,9%) seguido pelo Sector Comercial e Actividades Imobiliárias (28,6% e 21,6%, respectivamente).

Investimento Directo Português no Estrangeiro, por sectores de actividade - 2005


De acordo com o Banco de Portugal, o investimento directo português no estrangeiro em 2005 foi destinado maioritariamento ao sector terciário, pois a soma dos dois sectores predominantemente (Actividades Imobiliárias - 58,3% e Actividades Financeiras - 18,6%) constituem o sector terciário.

Exportações de mercadorias por principais paises de destino - pesos no total ( em percentagem )

Segundo a fonte do INE, o peso das exportações de mercadorias para os principais destinos diminuiram, com execpção da Espanha.
O peso das exportações para a Alemanha diminui de 1996 para 1997 ( 22% para 20% ), aumentou para 21% em 1998, diminuiu ate 2000 para 18%, voltou a aumentar em 2001 para 20%, até 2005 diminuiu para 12% e em 2006 aumentou para 14%.
O peso das exportações para a França mantém-se, de 1996 até 2006, praticamente constante entre 14% e 15%.
O peso das exportações para o Reino Unido, de 1996 para 2006, diminuiu de 10% para 6%.
O peso das exportações para a Espanha foi o único que aumentou de 15% em 1996 para 28% em 2006.
Espanha tornou-se assim o principal destino das nossas exportações.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Preços em Portugal sobem 0,1% em Janeiro

Esta notícia saiu no passado dia 10 de Fevereiro, no Diário Económico.
A notícia relata o facto da constante subida de preços.
Segundo a fonte do INE , a taxa de inflação portuguesa situou-se em 0,1% no mês passado, face a Janeiro no ano passado. Em relação a Dezembro os preços subiram 0,2%.
A inflação é a queda do valor de mercado ou poder de compra do dinheiro ( wikipédia ).
Constata-se que esta foi a primeira subida homóloga dos preços em quase um ano, consequência do aumento dos preços no segmento transportes, da habitação, da água, electricidade, gás e outros combustiveis.
INE acrescenta ainda que o IPC baixou 0,6% comparativamente a Janeiro do ano passado e foi inferior a 0,4 p.p. face ao mês anterior, á excepção da energia e dos bens alimentares nao transformados.
Conclui-se também que o IHPC português , embora tenha recuado 0,1% em Dezembro, cresceu 0,1% em Janeiro.
Fonte: http://economico.sapo.pt/noticias/precos-em-portugal-sobem-01-em-janeiro_81281.html

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

As importações intra e extracomunitárias portuguesas

Segundo o INE, as importações ao comércio intracomunitário, isto é, as importações aos países pertencentes à UE aumentaram sempre entre 1993 e 2000 (passou dos 14 000 milhões de euros em 1993 para os 32 000 milhões de euros em 2000), no periodo seguinte, 2000-2003, os valores mantiveram-se dentro dos 32 000 milhões de euros. Em 2004 voltou a aumentar atingindo os 36 000 milhões de euros.
Em relação às importações extracomunitárias, entre 1993 e 1999, não sofreram grandes alterações, mantendo-se dentro dos 6 000 milhoes de euros aproximadamente. Em 2000 as importações extracomunitárias passaram dos cerca de 6 000 milhões de euros para os 12 000 milhões de euros, mantendo-se dentro de este último valor até 2004.
Podemos concluir também através do gráfico que as nossas importações, na totalidade, aumentaram sempre entre 1993 e 2001 (em 1993 atingia os 19 000 milhões de euros em 2001 já chegava aos 44 000 milhões de euros). Em 2002 e 2003 registaram-se ligeiros decréscimos e no ano seguinte as nossas importações atingiram o valor máximo do período em análise (1993-2004) os 46 000 milhões de euros.
Conclui-se ainda que o nosso país importa muito mais aos países pertencentes à UE do que dos extracomunitários, sendo que este facto tem vindo a intensificar-se ao longo do período analisado.

Cátia Freitas

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Agenda de Lisboa

A estratégia de Lisboa foi aprovada em 2000 e terminou este ano, sem que a Europa se tenha contudo tornado "a economia baseada no conhecimento mais dinâmico e competitiva do mundo", como previra.

Em 2005, pôs a ênfase no "crescimento e no emprego", mas acabou por ser difícil, isto é criou-se 18 milhões de postos de trabalho até 2008, mas depois veio a crise e devorou 8 milhões.

A meta de emprego que era 70%, não chegou a ser atingida e do crescimento a 3% ao ano só foi durante 2 anos.

Até ao final deste ano, as estatísticas prevêem um novo pico de desemprego para a UE-27: 10,3%.

O que correu bem

  • Progressos na Sociedade de Informação: escolas e serviços públicos ligados à Internet de banda larga
  • Redes europeias de investigação expandiram-se e foi criado o Instituto Europeu de Tecnologia
  • A inovação entrou no discurso dos dirigentes, criaram-se pólos de competitividade e foi iniciado o projecto Galileu (localização via-satélite)
  • Extensão de escolaridade obrigatória
  • Mercado único para as telecomunicações, aeronavegação e integração dos serviços financeiros
  • Acordos bilaterais no comércio internacional
  • Criação líquida de 15 milhões de emprego e o índice de mulheres empregadas aumentou
  • Reformas das pensões
  • Aumento das preocupações com o ambiente

O que correu mal

  • A indústria europeia de conteúdos não teve o crescimento esperado
  • Os investigadores continuam a ter pouca mobilidade e continuou a não haver um sistema europeu integrado de patentes
  • Ligação entre empresas e universidade é deficiente e o capital de risco continuou escasso
  • Modernização das universidades e formação dos adultos aquém das necessidade
  • Mercado único da energia por concretizar, tal como a portabilidade das pensões entre estados-membros
  • Flexissegurança no emprego, desemprego dos jovens e gestão da imigração
  • Falta de competitividade para os idosos
  • Redução dos índices de pobreza aquém do esperado
  • Aposta tímida nas energias renováveis

Mas o problema é a produtividade em Portugal que é de 30% inferior à da média União Europeia, segundo um relatório da Associação Industrial Portuguesa (AIP).

E o crescimento também é inferior relativamente a Europa



Nosso principal problema é a imagem de Portugal nos centros de decisão internacionais, continua a ser um país pouco competitivo, pouco transparente, burocrático e com uma justiça demasiado lenta.

Importações e exportações caem no último trimestre de 2009


Segundo o INE, a queda das importações de 7,1% e das exportações de 3,6% face ao período homólogo levaram a uma redução do défice da Balança de Mercadorias de 751,1 milhões de euros, pois é nesta balança da balança de pagamentos que se registam a troca de bens entre Portugal e o Resto do Mundo. O Instituto Nacional de Estatítica salienta ainda que, entre Outubro e Dezembro de 2009, as exportações e as importações para os países não pertencentes à UE diminuíram 14,3% e 12,7% respectivamente, isto é, as trocas diminuiram mais para o comércio extracomunitário. Se forem excluídas as trocas de combustíveis e lubrificantes a queda das importações e exportações é ainda mais acentuada (de 18,9% e 17% respectivamente), assim o saldo da balança comercial atingiu um superavit de 228 milhões de euros e a correspondente taxa de cobertura foi de 114,3%, ou seja, as exportações conseguiram pagar a totalidade das importações e ainda sobraram divisas, isto, excluindo os produtos energéticos e lubrificantes.
Posso assim concluir que foi positiva a redução do défice da Balança de Mercadorias, consequência, sobretudo, da redução das importações que foi superior á redução das exportações.
É de salientar que o INE ao dar conta que a redução das importações e as exportações é mais acentuada quando se exclui os combustiveis e lubrificantes significa que os produtos que deixamos de importar não foram concerteza os produtos energéticos. Infelizmente continuamos dependentes energéticamente.
No entanto, estes dados são referentes ao último trimestre do ano passado, e este défice da balança de mercadorias que se reduziu o ano passado já deverá agravar-se este ano segundo o Banco de Portugal, pois prevê-se aumentos das importações e exportações, para este ano de 0,3% e 1,7% respectivamente.
Cátia Freitas

"Portugal com quinta maior taxa de desemprego na OCDE em 2009"

De acordo com o jornal Público, Portugal teve a quinta taxa de desemprego mais elevada entre os 30 Estados-membros da Organização para a Cooperação Económica e Desenvolvimento (OCDE), em 2009.
O desemprego constitui um dos grandes problemas sociais das economias actuais que preocupa os trabalhadores, as autoridades políticas e os economistas. Acima de Portugal, com uma taxa de desemprego de 9,6% em 2009, encontra-se Espanha, com uma taxa de 18,1%, a República Eslovaca com 11,8%, a Irlanda com 11,8% e a Hungria com 10,1%.
É ainda importante referir que, em Dezembro de 2009, Portugal atingiu uma taxa de desemprego de 10,4%, que se encontra acima da média da organização internacional, da União Europeia (9,6%) e da zona euro (10%).
Os valores divulgados pela OCDE indicam que o desemprego em 2009 subiu 1,9 pontos percentuais, face a 2008, quando a taxa de desemprego se ficou por 7,8 por cento.
No conjunto da OCDE, a taxa de desemprego ficou estabilizada, face a Novembro, nos 8,8%, correspondendo a um incremento de 1,8 pontos percentuais face aos valores de Dezembro de 2008.
Estes números tornam-se preocupantes uma vez que mais de meio milhão dos portugueses encontram-se desempregados, e os valores tendem para aumentar.

http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1421763

domingo, 7 de fevereiro de 2010

"Preocupações com dívida pública pressionam euro para mínimos de oito meses" Ana Isabel

Vi agora que o Luis já comentou sobre esta noticia, no entanto penso que não existe qualquer tipo de problema que o meu comentário seja sobre a mesma e como já está feita deixo aqui.

Câmbio é a relação de troca entre uma moeda e outras. E a taxa de câmbio representa o valor pelo qual podemos adquirir ou vender uma moeda por outra. Tal como diz a notícia, “o euro está a deslizar 0,38% para os 1,3671 dólares” o que significa agora para adquirir um euro é necessário 1,3671 dólares.
As variações cambiais influenciam as trocas comerciais porque têm repercussões nos preços dos bens transaccionados. Quando a moeda de um país se desvaloriza, os produtos que esse país vende para o exterior tornam-se mais baratos, gerando um aumento das exportações, o que é benéfico para o país em causa. Por outro lado, os bens adquiridos ao resto do mundo ficam mais dispendiosos, levando assim a uma diminuição das importações.
Verifica-se esta situação em Portugal, como este sofreu uma desvalorização monetária, as exportações (neste caso para os EUA) vão aumentar pois é necessário menos quantidade de dólares para adquirir a mesma quantidade de exportações. Uma desvalorização monetária tem um impacte positivo na balança de mercadorias, na medida em que faz aumentar as exportações e diminuir as importações. No entanto, apesar das importações ficarem mais caras, Portugal não poderá deixar de importar visto ser um país com uma dependência externa elevada. Logo, o que parecia ser benéfico para a balança de mercadorias, só vai piorar ainda mais o seu défice.

“Afinal, em 2009, houve deflação ou inflação negativa?”

Apresentada dia 19 de Janeiro.


Conceitos necessários:

Inflação: subida contínua, sustentável e generalizada dos preços. É a situação em que se verifica uma subida dos preços de muitos bens, como os combustíveis, a electricidade, o gás, os transportes, as comunicações, os produtos alimentares, etc. A inflação não depende de um factor específico, depende antes de inúmeros factores, dos quais podemos destacar:

O aumento da procura – verifica-se um excesso da procura em relação á oferta, o que origina a alta dos preços.

O aumento dos custos de produção - Segundo a teoria da inflação pelos custos, a inflação é o resultado do aumento dos custos de produção provocada pelo aumento dos salários, preço das matérias-primas e outros encargos associados à actividade produtiva, os quais levam as empresas a repercutir as altas dos custos nos preços, de forma a manterem as margens de lucro.

As expectativas.

Inflação negativa: Uma queda de preços pontual, face a um período anterior.

Deflação: É caracterizada por uma quebra geral dos preços dos bens e serviços, associada a uma restrição da procura, da produção e do emprego.

Ou por palavras do texto: “uma redução de preços que gera expectativas de quedas futuras, gerando um movimento de queda continuado e prolongado ”

Desinflação: traduz a desaceleração do ritmo do crescimento dos preços.


A questão agora está em saber o ocorreu realmente ao longo do ano 2009!!!


Os bancos centrais estão pouco preocupados com "inflação negativa", mas nem querem ouvir falar de "deflação". Isto porque, na verdade, uma descida generalizada dos preços não se traduz necessariamente num aumento do consumo. De facto, se os consumidores pensam que os produtos vão ficar mais baratos adiarão as suas compras, com isto a procura cairá bem como os preços, cuja descida conduzirá à redução das receitas das empresas.

Por sua vez, estas, para salvaguardar os seus resultados, tenderão a reduzir os custo como pessoal através de redução de salários os despedimentos. A longo prazo, isto traduzir-se-á num menor consumo que dará, finalmente, lugar a uma recessão económica prolongada.

Este gráfico ilustra a situação:



Após a analise do gráfico, chegamos á conclusão de que não houve deflação mas sim inflação negativa, isto porque, segundo as previsões, não é uma redução generalizada mas sim temporária.