domingo, 7 de fevereiro de 2010

“Afinal, em 2009, houve deflação ou inflação negativa?”

Apresentada dia 19 de Janeiro.


Conceitos necessários:

Inflação: subida contínua, sustentável e generalizada dos preços. É a situação em que se verifica uma subida dos preços de muitos bens, como os combustíveis, a electricidade, o gás, os transportes, as comunicações, os produtos alimentares, etc. A inflação não depende de um factor específico, depende antes de inúmeros factores, dos quais podemos destacar:

O aumento da procura – verifica-se um excesso da procura em relação á oferta, o que origina a alta dos preços.

O aumento dos custos de produção - Segundo a teoria da inflação pelos custos, a inflação é o resultado do aumento dos custos de produção provocada pelo aumento dos salários, preço das matérias-primas e outros encargos associados à actividade produtiva, os quais levam as empresas a repercutir as altas dos custos nos preços, de forma a manterem as margens de lucro.

As expectativas.

Inflação negativa: Uma queda de preços pontual, face a um período anterior.

Deflação: É caracterizada por uma quebra geral dos preços dos bens e serviços, associada a uma restrição da procura, da produção e do emprego.

Ou por palavras do texto: “uma redução de preços que gera expectativas de quedas futuras, gerando um movimento de queda continuado e prolongado ”

Desinflação: traduz a desaceleração do ritmo do crescimento dos preços.


A questão agora está em saber o ocorreu realmente ao longo do ano 2009!!!


Os bancos centrais estão pouco preocupados com "inflação negativa", mas nem querem ouvir falar de "deflação". Isto porque, na verdade, uma descida generalizada dos preços não se traduz necessariamente num aumento do consumo. De facto, se os consumidores pensam que os produtos vão ficar mais baratos adiarão as suas compras, com isto a procura cairá bem como os preços, cuja descida conduzirá à redução das receitas das empresas.

Por sua vez, estas, para salvaguardar os seus resultados, tenderão a reduzir os custo como pessoal através de redução de salários os despedimentos. A longo prazo, isto traduzir-se-á num menor consumo que dará, finalmente, lugar a uma recessão económica prolongada.

Este gráfico ilustra a situação:



Após a analise do gráfico, chegamos á conclusão de que não houve deflação mas sim inflação negativa, isto porque, segundo as previsões, não é uma redução generalizada mas sim temporária.


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