De acordo com a notícia publicada no dia 5 de Fevereiro de 2010, retirada do site http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=408751, “o euro está a negociar perto do valor mais baixo dos últimos oito meses face ao dólar”.
Taxa de câmbio é a quantidade de moeda nacional necessária para se adquirir uma unidade de moeda estrangeira.
A moeda única europeia sofreu uma depreciação de 0,38% face ao dólar americano, sendo agora a taxa de câmbio de 1,3671. Isto significa que actualmente, é necessário um euro para se adquirir 1,3671 dólares.
É de referir que este decréscimo de valor ocorreu devido ás leis do mercado, e não devido a uma medida proteccionista intencional, isto é, á intervenção do BCE. Daí este fenómeno ser denominado de “depreciação”, ao invés de “desvalorização”.
Como a nossa moeda se tornou mais “barata” em relação ao dólar, isso trata-se de um factor que incentiva o aumento das exportações das empresas nacionais para os EUA, visto que é necessário menos dinheiro para o país importador adquirir a mesma quantidade de exportações. Para além disso, também desincentiva as importações do nosso país, já que é preciso uma maior quantidade de moeda para se adquirirem as mesmas importações. Ora, este facto provoca um efeito positivo na balança de mercadorias nacional e na taxa de cobertura. Porém, sendo Portugal extremamente dependente de produtos alimentares e do petróleo, esse efeito torna-se negativo, visto que o nosso país se vê obrigado a manter o mesmo volume de importações relativas a esses produtos, acabando por não beneficiar plenamente desse fenómeno.
Assim, concluo que embora este efeito seja positivo para a competitividade das empresas nacionais, jamais teremos uma balança comercial positiva enquanto nos encontrarmos neste estado de dependência externa que, certamente, irá persistir ao longo das décadas.
Luis de Sousa
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