sábado, 30 de janeiro de 2010

Governo e Orçamento de Estado

Segundo uma notícia retirada do Jornal de Negócios, o Governo pretende usar o método das privatizações para reduzir a sua dívida pública em meio valor percentual do PIB, segundo Bruxelas.
Privatização de uma empresa é a venda de empresas estatais para a iniciativa privada.
Bem, isto até pode ser giro, mas estas privatizações precipitadas são prejudiciais.
Digo isto, pois o Estado perde assim um instrumento de intervenção na Economia. Em segundo, a interesse em servir a comunidade pode ser substítuido pela procura de maior lucro. Em terceiro, as empresas podem ser chefiadas por estrangeiros (EDP - 48%; GALP - 39,3%; BES - 28%)-> x% da empresa apresentada é estrangeira. Assim, estas podem servir apenas interesses estrangeiros.
Mas existem opiniões que dizem o contrário. Estas opiniões apoiam-se nos benefícios das privatizações: maiores lucros, maior competitividade das empresas e maior gerador de recursos, isto segundo Milton Friedman, defensor do liberalismo económico.
Assim, acabo o meu post dizendo que ,mesmo assim, penso que as privatizações são negativas para o desenvolvimento de Portugal

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Previsões do FMI

O FMI estima que os salários e a inflação crescem 0,8% em 2010 anulando assim qualquer ganho no poder de compra.
São as principais notícias que constam no último relatório do FMI publicado no dia 20 deste mês apesar da nota positiva de uma estimativa de crescimento da economia de 0,5%. Esta previsão é consistente com indicar da actividade económica divulgado pelo INE.
O FMI avisa ainda que o desemprego deverá aumentar para os 11%: se a população activa se mantiver o desemprego estender-se-á aos 614,7 mil portugueses (actualmente afecta 547,7 mil). Neste assunto, o FMI que o subsídio de desemprego deve ser reformulado de modo a incentivar mais a procura de trabalho.
Esta instituição afirma também que as medidas de política orçamental actuais não são suficientes para que Portugal consiga baixar o défice para 3%, como se comprometeu em Bruxelas. Sem as medidas necessárias o desequilíbrio das contas públicas subirá de 8% para 8,6% segundo os cálculos do FMI.
Para que a consolidação orçamental tenha início já este ano, o FMI defende uma redução das transferências sociais e da massa salarial da função pública. Este ajustamento dos salários é visto como o ponto fulcral para Portugal começar a dar sinal dessa consolidação. Ainda neste assunto o FMI prevê para toda a economia, uma queda de quatro pontos percentuais nas actualizações dos vencimentos (de 4,8% para 0,8%) e recomenda que o governo reconsidere o plano gradual do salário mínimo até aos 500 euros em 2011.
O FMI reafirma a sua proposta, avançada em Dezembro, de uma subida na taxa máxima do IVA, caso as outras medidas não se revelem suficientes.
O peso da dívida pública portuguesa deverá passar de 75,8% do PIB, em 2009, para 83,3%, no ano corrente, crescendo progressivamente até 99,4% em 2014.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Orçamento reduz défice mas mantém apoios à economia

O actual ministro da economia Teixeira dos Santos, referiu numa esntrevista ao jornal SOL a 23/01/10 que o orçamento de estado para 2010 vai manter um conjunto de apoios e estímulos importantes para a economia portuguesa devido ao contexto actual de crise que o nosso país atravessa, mas hávera uma reduçao significativa do défice, apesar de nao ser adiantado para já o valor.

Um dos objectivos com esta medida é em 2013 colocar o défice abaixo dos 3%.
O Orçamento e as Grandes Opções do Plano «têm uma preocupação central que é criar condições para que o crescimento e a recuperação económica sejam feitas de forma sustentada», salientou Teixeira dos Santos.

Nesta entrevista também foi referido que vao ser criadas condiçoes para que se fomente a confiança e estabilidade na nossa economia.

Tambem foi anunciado que os funcionários públicos não terão um aumento superior a 0,8 por cento, o que indicia que esta dever ser a previsao de inflação que que o Executivo irá na terça-feira apresentar.

A importancia do desenvolvimento sustentável da nossa economia atrás referido, é fundamental de forma a que nao comprometa a nossa economia num futuro, tanto a curto, como médio e até mesmo a longo prazo.

Sendo em economia, inflação a queda do valor de mercado ou poder de compra do dinheiro, isto é equivalente ao aumento no nível geral de preços, falta saber se este aumento no nível geral dos preços será suportado por este aumento nos funcionários públicos.

Penso que tambem é necessário reter que esta inflaçao afectará todos os trabalhadores por conta própria e por conta de outrem , uma vez que a partida não sendo funcionários públicos não serão beneficados por esse aumento nos funcionários públicos e poderam sofrer mais as consequencias da inflação.

Luis Rodrigues

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=160755

A notícia desta semana é referente a dois fenómenos chamados oferta e procura. Como diz na notícia, as reservas de petróleo dos Estados Unidos da América aumentaram (oferta de petróleo aumentou) e como resultado desse aumento assistimos a uma descida do preço do petróleo. Isto deveu-se ao aumento da oferta face à procura. Quanto mais petróleo o produtor tiver, a mais baixo preço está disposto a vender. Visto que a Galp, a BP, a Repsol e a Cepsa compraram a gasolina e o gasóleo a menores preços vão também vende-lo a menores preços se mantiverem a mesma margem de lucro. Agora basta saber que os preços dos bens complementares do petróleo também diminuem.

Notícia: http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1475757

Actividade económica em Portugal sobe pela primeira vez desde Abril de 2008

Segundo uma notícia retirada do site do Jornal de Negócios, a economia de Portugal teve um valor positivo desde o final de 2009, significando um início de recuperação desde o começo da crise. A actividade económica manteve a tendência de recuperação prevista desde Maio 2009 e entrou em "território conhecido", avançando 0,2% face ao ano homólogo, isto segundo o Banco de Portugal.
Esta subida deve-se essencialmente ao aumento do consumo privado, que cresceu 2,5% em relação a Dezembro de 2008.
Podia ser mais elevado, se não se verificasse valores elevados de desemprego. Também a "cofiança dos consumidores", ao estabilizar, impede um valor de recuperação superior.
Para acabar, o INE prevê que brevemente irá-se verificar uma inversão desta tendência.

Parece que não é agora que Portugal irá recuperar de tamanho golpe. Talvez para a próxima...

sábado, 23 de janeiro de 2010

Actividade económica entra em terreno positivo

Os indicadores de consumo privado e de actividade económica subiram em Dezembro pelo oitavo mês, ao contrário da confiança dos consumidores e do sentimento económico que perderam terreno, segundo os indicadores de conjuntura publicados pelo Banco de Portugal.

Em Dezembro, o indicador que mede o consumo privado situou-se nos 2,5%, o oitavo mês consecutivo a melhorar, a que se juntou a actividade económica, cujo indicador coincidente passou também oito meses a melhorar, para os 0,2 % em Dezembro, atingindo um valor positivo.

Em sentido contrário estiveram os indicadores de confiança dos consumidores e de sentimento económico.

A confiançados consumidores interrompeu em Novembro uma série de oito meses a melhorar e em Dezembro voltou a piorar para os - 33%.

O sentimento económico, sempre mais flutuante, melhorou de Outubro para Novembro, mas em Dezembro voltou a cair.

http://economico.sapo.pt/noticias/actividade-economica-entra-em-terreno-positivo_79501.html

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Exportações portuguesas voltam a crescer


Segundo o Banco de Portugal e o INE, estima-se que em Janeiro de 2010 as exportações portuguesas registem uma variação homóloga positiva, pela primeira vez em mais de um ano, uma vez que entre Janeiro e Julho de 2009 as exportações apresentaram uma variação homóloga negativa em mais de 20% e só a partir de Abril é que se começou a registar variações cada vez menos negativas.

De acordo com o Jornal de Negócios, a sua recuperação foi devido à capacidde exportadora que se conseguiu manter, evitando que as empresas viáveis e que produzissem bens transaccionáveis fechassem.

Os bens transaccionáveis, bens e serviços que são passíveis a ser vendidos economicamente nos mercados internacionais, têm uma importância múltipla, pois são estes a principal fonte de receita em moeda estrangeira que um país pode ter, e a sua venda para outros mercados facilita a obtenção de riqueza no país exportador, ao permitir-lhe dimensionar as suas indústrias para um mercado maior, com o concomitante ganho de eficiência resultante de economias de escala, para lá de efeitos positivos ao nível de emprego, impostos, etc.

No entanto, a maioria das empresas portuguesas produzem bens não transaccionáveis, ou seja, bens que não são susceptíveis de transacção nos mercados internacionais. No meu ponto de vista, na situação em que Portugal de encontra, julgo que seria importante haver uma discriminação positiva face aos bens transaccionáveis, uma vez que Portugal se encontra com défices de balança corrente com o exterior que atingem frequentemente 10% do PIB, e estamos com uma dívida externa que chega aos 100% do PIB. Ou seja, encontramo-nos numa trajectória de endividamento externo que deverá ser considerada insustentável a pouco prazo.

Mas como obtemos essa discriminação? Utilizando o Orçamento de Estado através de subsídios ao investimento e de linhas de crédito a juros baixos a eles dirigidos, dar uma maior prioridade às acções de formoção profissional nestes sectores, pagamento pelo Estado durante mais tempo de parte dos salários dos desempregados contratados por estas actividades, uma estrutura fiscal mais leve para este tipo de actividades e uma redução do preço dos combustíveis e da energia para estes mesmos sectores.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Breve Análise do Boletim de Inverno do Banco de Portugal

Segundo o Boletim de Inverno lançado na passada Terça-Feira, dia 12 de Janeiro, o PIB (produto Interno Bruto) irá crescer 0,7% em 2010, e 1,4% em 2011, depois de um decréscimo de 2,7% o ano passado. O ligeiro crescimento previsto para este ano ficará a dever-se às exportações que aumentarão 1,7%, após uma diminuição de 12,5% ocorrida em 2009, e ao aumento do consumo privado de 1%, depois de um decréscimo de o,9% constatado em 2009. já em 2011, o crescimento do PIB deverá acelerar para os 1,4%, sustentado sobretudo pelas exportações que deverão crescer 3,2%, mais 1,5% do que em 2010, e ao investimento que deverá passar de um decréscimo de 3,4% este ano para um ligeiro aumento de 0,9% em 2011. No entanto as restantes rubricas (consumo privado e público) contribuirão positivamente para o crecsimento do PIB, excepto as importações que aumentarão nos próximos anos.
Em relação ao emprego, o Banco de Portugal prevê uma queda de 1,3% este ano, e um ligeiro aumento, no próximo ano, de 0,4%, depois de em 2009 ter diminuido 2,8%. Assim a economia portuguesa, só este ano, irá destruir 65 mil postos de trabalhos que juntar-se-ão aos 145 mil já registados em 2009.
Quanto ao rendimento disponível, o Banco de Portugal, prevê uma queda dos rendimentos dos portugueses cujas causas serão: os aumentos salariais moderados (não ultrapassarão os 1% e já se fala em não houver aumento) e à subida dos juros que está prevista para a segunda metade deste ano.
Ainda segundo o Boletim de Inverno do Banco de Portugal, em relação aos preços, prevê-se um aumento da taxa de inflação de 0,7% este ano (após a queda de 0,9% ocorrida em 2009) e em 2011 um aumento de 1,6%. Fica assim para trás a descida de preços ocorrida em 2009, que segundo o Banco de Portugal terá sido temporária, e espera o regresso da inflação a niveis positivos ainda este ano, apesar de baixos.
Relativamente à necessidade de financiamento, o Banco de Portugal afirma que " a necessidade de financiamento externo da economia portuguesa , medida pelo conjunto das balanças corrente e de capital em % do PIB, tem-se mantido a um nivel elevado por um periodo prolongado". Para este ano, estima-se um aumento do défice da balança corrente e de capital, passando dos -8,2% paras os -9,8% do PIB, isto é, haverá um aumento da necessidade de financiamento, necessidade esta que deverá continuar a aumengar no próximo ano, ano em que se prevê que atingirá os -11,3% do PIB.
Segundo o Banco de Portugal, "este agravamento reflecte uma ligeira deterioração do défice da balança de bens e serviços e o progressivo aumento da balança de rendimentos".
Destes valores divulgados pelo Banco de Portugal, a partir do Boletim de Inverno, posso concluir que já é uma boa noticia haver um aumento do PIB para os próximos 2 anos, apesar de ligeiro ainda este ano. No entanto o que não me parece positivo é que uma das principais rubricas que contribuirão para o crescimento de 0,7% ainda este ano seja o consumo privado, pois na situação por que passamos de uma crise financeira, este aumento do consumo pode significar endividamento. Boa notícia seria que para além das exportações também o investimento contribuisse positivamente para o crecsimento do PIB este ano, no entanto este ano continuará a diminuir, mas menos do que em 2009.
Outro problema a salientar para 2010 é o aumento do consumo privado, que juntamente com a descida do rendimento disponivel, levará a uma diminuição da poupança dos portugueses. Mas as más noticias não ficam por aqui, pois se o rendimento vai diminuir,os preços vão aumentar pelo que isto levará a um menor poder de compra dos portugueses e a uma depreciação da moeda. é de salientar ainda o aumento estrondoso que se prevê, da necessidade de financiamento pelo menos até 2011, o que na crise financeira em que nos encontrámos em vez de reduzirmos o nosso endividamento ainda o agravámos. Por tudo isto, se 2009 já foi mau, 2010 será bem pior.
Mas, na minha opinião para 2011 parece-me que já vão surgir sinais de recuperação financeira. A verificarem-se as previsões do Banco de Portugal, haverá já um aceleramento do crescimento do Pib, as exportações continuarão a aumentar e haverá crescimentos ligeiros do investimento e do emprego. No entanto, em 2011, prevê-se a continuidades de aumento da necessidade de financiamento e dos preços.
Concluo assim que a recuperação financeira será feita muito ligeiramente e só deverá começar no próximo ano. 2010 será ainda um ano muito negativo para o nosso país.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Governo garante que primeira loja de Expotação vai ser instalada em leiria

De acordo com o diário económico, irá ser planeada a primeira loja de exportações em Leiria, no âmbito da iniciativa " governo presente ", com o objectivo instalar uma rede de apoio as empresas durante o primeiro trimestre deste ano segundo o actual ministro da economia, Vieira da Silva.
Esta medida em minha opinião poderá fazer com que haja um melhoramento e um aumento das exportações tanto da região como a nível nacional, e consequentemente uma balança financeira e corrente com valores mais elevados, o que pode contribuir para um crescimento da taxa de cobertura, uma diminuirão do endividamento e melhoramento dos rendimentos das das empresas nacionais, inclusive as pequenas e médias empresas, assim como um aumento de emprego.
Esta medida poderá também fazer surgir um aumento do investimento no sector primário e secundário caso com esta loja caso se verifique um aumento das exportações.
Segundo as palavras do ministro Vieira da Silva a razão pela qual foi escolhia Leiria para acolher esta loja deve-se ao facto de esta ser "uma região com dinamismo empresarial e económico que sempre teria que ter aqui um dos pólos desta rede nacional que se pretende construir.

Necessidades de financiamento externo vão superar 11% do PIB em 2011

Segundo o Banco de Portugal, as necessidades de financiamento da economia portuguesa desceram mas esta não é uma tendência para continuar pois o BdP prevê que este ano voltaram a crescer e que em 2011 atingirão os 11,3% do PIB.
Para podermos verificar se existe necessidade ou capacidade de financiamento externo de uma economia temos de analisar o saldo conjunto das balanças corrente e de capital. Se o saldo conjunto for positivo dizemos que a economia tem capacidade de financiamento; se o saldo for negativo dizemos que a economia tem necessidade de financiamento. Ou seja, se for positivo essa economia produz mais do que consume e investe, podendo financiar outras economias, se for negativo essa economia está a viver acima das suas possibilidades já que consome e investe mais do que aquilo que produz e para financiar esse excesso, teve de recorrer ao exterior.
O Boletim Económico de Inverno salienta que o défice conjunto das balanças correntes e capital reduziram-se de 10,5% em 2008 para 8,2% em 2009, em percentagem do PIB. Esta quebra é o resultado da redução do preço do petróleo. Mas tudo indica que esta queda foi apenas temporária “uma vez que o banco de Portugal perspectiva valores de 9,8% e 11,3% do PIB, respectivamente em 2010 e 2011”.
Tendo em conta que a balança corrente tem como rubricas a balança de mercadorias, a balança de serviços, a balança de rendimentos e a balança de transferências correntes e que ocorreu “uma ligeira deterioração do défice da balança de serviços e um aumento expressivo do défice da balança de rendimentos, em resultado de uma nova deterioração da posição do investimento internacional (componente desta rubrica) e de um aumento das taxas de juro”, isto segundo Vítor Constâncio, podemos dizer que estes acontecimentos contribuíram para que ocorre-se esta evolução.
O banco de Portugal alerta também para um agravamento do défice da balança de rendimentos como consequência de uma perspectiva de um forte aumento do pagamento de juros ao exterior. Este diz ainda que no espaço de dez anos, o défice da balança de rendimentos deverá crescer três vezes, como resultado da absorção dos recursos pelo serviço da dívida (este défice representava 2% do PIB em 2000, 4% em 2009 e deverá crescer ao longo dos próximos anos atingindo 6% do PIB em 2011).

http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=404383

Endividamento externo vai subir nos próximos anos

Segundo a notícia publicada no dia 13.01.10, no site http://economico.sapo.pt/noticias/endividamento-externo-vai-subir-nos-proximos-dois-anos_78608.html, a necessidade de financiamento externo da economia diminuiu o ano passado, porém é previsto que esta venha a aumentar nos próximos anos.

De acordo com o relatório apresentado no dia anterior, o BdP mostra que as necessidades de financiamento externo diminuíram em 2009, em relação ao ano anterior – de 10,5 para 8,2% do PIB –, principalmente por causa da "descida do preço do petróleo", em conjunto com uma "redução das taxas de juro".

O saldo conjunto da Balança Corrente e da Balança de Capital representa a situação devedora ou credora de um país em relação ao resto do Mundo. Se o saldo conjunto for positivo, significa que o país se encontra com necessidade de financiamento. Caso contrário, o país apresenta capacidade de financiamento.
Tal como se pode verificar na notícia, o endividamento externo vai aumentar, o que se traduz num saldo conjunto mais negativo que nos anos anteriores. Sendo assim, Portugal irá viver ainda mais acima das suas capacidades, pois consumirá e investirá mais do que aquilo que produz, não podendo financiar outras economias de outros países.
Entre os factores já referidos encontramos o saldo da Balança de Mercadorias como uma das principais causas deste saldo conjunto negativo, visto que, como já é sabido, esta apresenta um saldo negativo crónico em Portugal.

Pode-se então concluir que com esta previsão relativa ao endividamento externo, o consumo e o investimento em Portugal vão ser efectuados com base numa proporção elevada de importações

Vinho do Porto

Este gráfico danos a conhecer a situação da venda de vinho do Porto e foi elaborado a partir da notícia por mim encontrada no site do Jornal de Notícias (http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1471048).

No entanto, na minha opinião, esta notícia não está bem formulada. Pois, cometem o erro de não contabilizarem o mês de Dezembro que é sabido por todos que é o mês em que se festeja o Natal e, por conseguinte, o mês em que, tradicionalmente, se oferece prendas de Natal, entre as quais, pode constar, uma garrafa de vinho do Porto. Deste modo, podemos concluir que se esqueceram de um factor muito importante que sobe, na maioria das vezes, as vendas de garrafas de vinho do Porto.

O Luciano Vilhena Pereira, presidente do IVDP (Instituto dos Vinhos do Douro e Porto), afirma que a vendas dos vinhos da região do Douro e Porto não foram muito afectados pela crise económica, comparativamente, aos vinhos de outras regiões, como por exemplo, Bordéus e Champagne, mesmo sabendo que o investimento destas regiões é 10 ou 20 vezes superior ao investimento feito pela IVDP.

Em suma, na minha opinião, se o IVDP investisse mais talvez a diminuição da venda de vinho diminui-se, visto que no estrangeiro investiu-se mais e a queda das vendas ainda assim foi superior, logo se em Portugal também se investisse talvez as vendas não diminuíssem 19.22 milhões de € de 2008 para 2009.


José Nuno Machado, 19/1, Até Mais Loguinho...

domingo, 17 de janeiro de 2010

" Desemprego continua a subir e atinge 10,3% em Novembro "

O desemprego é a parcela de pessoas que se encontram sem emprego. Este fenómeno é observado principalmente em países subdesenvolvidos cujas economias nao conseguem sobrir o crescente populacional. Uma grande causa deste fenómeno social é a crescente mecanização e informatização dos processos de trabalho acabando por excluir pessoas por estas serem facilmente substituidas por tecnologias.

A crise actual continua a "ceifar" nos empregos da população portuguesa. Segundo os especialistas, " os números ainda não atingiram o pico".

Em Novembro, em Portugal, a taxa de desemprego estava nos 10,3% acima da média da OCDE e da zona euro : 8,8% e 10% , respectivamente.

O ritmo de crescimento é o mesmo observado desde Agosto, que continua a registar números mais elevados em relação á média europeia.

Em Novembro, a taxa de desemprego subiu 2,4%, em comparação com o mesmo período do ano de 2008; a OCDE registou um crescimento de 2,1% e a zona euro de 2%.

Conclui-se então que uma grande consequência, ou mesmo causa, da crise actual é sem dúvida o crescente desemprego em Portugal.

José Manuel - 12/1 e 19/1

12 de Janeiro:
Exportações recuperam e estão quase ao nível de há um ano

(Comércio Externo)
O comércio externo é hoje em dia uma necessidade das nossas sociedades, visto que se encontram num mundo globalizado.
Para registar oficialmente essas operações entres países de troca de bens, serviços e capitais, é necessário recorrer à balança de pagamentos e às suas rubricas.
Para um maior crescimento económico nacional, Portugal deve trabalhar para reduzir o défice da sua balança corrente, mais especificamente da sua balança de mercadorias.
Visto que a notícia afirma que Portugal conseguiu aumentar as suas exportações e manter as suas importações, houve então um crescimento positivo nesta rubrica da balança de pagamentos, fazendo com que Portugal tenha diminuído a sua necessidade de financiamento, caso cetes paribus.

19 de Janeiro:
Governo admite aumentar impostos mas responsabiliza Oposição

(Intervenção do Estado na economia)
Um Estado intervém na sua economia sempre que considera que este não se consegue auto-regular sozinho.
Estados liberais são os mais intervencionistas enquanto que Estados conservadores são os que mais defendem uma economia auto-regulada.
A notícia afirma que o Governo poderá aumentar os impostos a fim de combater o défice caso a Oposição aprove o aumento das despesas.
Na minha opinião, isto demonstra a completa seriedade do nosso Governo e o seu extremo cuidado quando lida com o dinheiro dos seus contribuintes.
O nosso país continua a fazer do que faz melhor: gastar mais dinheiro e continuar atrasado. Já não me choca os contínuos aumentos dos impostos... não com os bolsos assim tão fundos que os nossos políticos têm.
Mas ok, tudo bem, os contribuintes que continuem a pagar cada vez mais, a ver se as coisas mudam ou continuam na mesma.
O dinheiro (ainda) não sai do meu bolso, portanto, não serei eu, mas sim os contribuintes, que terão de exigir ao Estado que realmente aplique o dinheiro que lhe é pago.

" As coisas vão manter-se "



A notícia que vou analisar saiu no Jornal de Notícias e constava em saber o que especialistas pensavam acerca da crise que estamos a viver.


Rui Patrício, advogado, crê que a crise irá se manter por algum tempo. Ele afirma que as razões desta crise não são só por culpa da justiça de Portugal, mas sim de um vasto número de razões. Diz também que esta crise tem sido também muito alvejada pelos media que passam constantemente demasiadas notícias.


No meu ponto de vista, para tudo ser alterado, era necessário a justiça beneficiar de menos atenção pois, actualmente, tem concentrada em si demasiada atenção de toda a sociedade. A situação só poderá alterar com a mudança de mentalidades de toda a gente en não com meras candidaturas, novos governos e " novos votos de ano novo " ( cita Rui Patrício ) .

Governo decidiu corte de dez a 15 por cento no investimento do Estado em 2010

O Estado executa várias funções: a função legislativa (que consiste na elaboração de leis), a executiva ou administrativa (que trata da execução das leis, colocando-as em prática), a judicial (que se ocupa com a resolução de conflitos), como também a função política (em que se pressupõe uma actuação com base nos interesses da colectividade). Para satisfazer os interesses colectivos, o Estado tem duas áreas fundamentais de intervenção: a social e a económica.
Um importante instrumento de intervenção económico e social é o Orçamento do Estado, em documento onde se descrevem as despesas que o Estado prevê gastar e as receitas que estima arrecadar durante os anos que se segue à sua aprovação. Este é um instrumento de intervenção fundamental porque, através da sua observação, é possível compreender quais as prioridades do Governo para o ano em questão.
Deste modo, em 2009, o défice público subiu, em relação a 2008, cerca de 5,4%; tendo em 2008 um défice orçamental de 2,6% do PIB. Desta forma, para combater o défice público, "O Conselho de Ministros decidiu que o Orçamento do Estado para 2010 deverá traduzir um corte de 10% a 15% no investimento do Estado". Segundo o Negócios, esta situação foi justificada com as "restrições orçamentais e a necessidade de contenção orçamental".
Devido e esta situação, tudo indica ue as obras como o TGV, o novo aeroporto e as auto-estradas irão sofrer pelo menos atrasos na sua construção.

http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1417189

sábado, 16 de janeiro de 2010

Dívida pública consolidada já é igual ao valor do PIB, calcula o BPI

PIB – produto interno bruto – é o produto obtido no território económico por todas as unidades produtivas e é quando não se tem considera o desgaste (amortizações).
Segundo o BPI a dívida pública consolidada já atinge os 100% do PIB e em 2013 poderá atingir os 120%. Isto significa que toda a riqueza produzida em Portugal é utilizada no pagamento da dívida pública. Mas se as receitas e as despesas públicas continuarem com o mesmo comportamento que têm vindo a ter nos últimos dez anos o PIB não será suficiente para assegurar a estabilização da dívida pública. Esta é uma situação que tende a piorar, pois este estudo prevê que em 2040 a divida chegue aos 147% do PIB, em parte devido à potencial subida de juros.
Estes cálculos foram feitos tendo em conta a divida directa do Estado declarada, anualmente, pelo governo (em 2009 atingiu 82,4% do PIB); a dívida líquida do sector empresarial do estado (10,7% do PIB) e o endividamento acumulado por municípios e regiões autónomas.
O BPI diz ainda que de forma a estabilizar a dívida pública portuguesa, o PIB real terá de crescer, por volta, dos 2,5%.


http://economia.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1416579

Exportações e procura interna reanimam economia - Comentário de Terça, dia 19/01/2010

A revisão em alta da projecção do Banco de Portugal tem por base o comportamento das exportações e a melhoria da procura interna.

No Boletim Económico de Inverno, a instituição dirigida por Vítor Constâncio diz antecipar agora um crescimento de 0,7% do PIB para este ano, quando a anterior previsão era de uma contracção de 0,6% para o mesmo período.

Na base deste ‘upgrade' está sobretudo a expectativa de recuperação da procura interna, que depois da contracção de 3,2% em 2009 deverá registar um crescimento de 0,3% este ano.

O grande motor da riqueza produzida em Portugal continua a ser as exportações. Depois da subida de 0,5% em 2009, o Banco de Portugal projecta um crescimento deste item de 0,4% para 2010.

A notícia está no site:
http://economico.sapo.pt/noticias/exportacoes-e-procura-interna-reanimam-economia_78548.html

Moodys considera que economia portuguesa enfrenta risco de “morte lenta”

De acordo com o jornal Público MoodAlinhar à esquerdays ( agências de notas de crédito, chamadas ainda de agências de rating ou de classificação de risco, são agências responsáveis pela avaliação da economia dos países ) num relatório que divulga a dívida soberana dos países europeus; Portugal apareceu como um dos países em que a economia enfrenta um risco de "morte lenta".
Isto por sua vez é apenas um aviso, mas se não acordamos para a realidade, isto pode ficar pior do que já está. E em vez de fecharmos as fábricas e de importarmos mais do que podemos, devemos é atrair fábricas que por sua vez irá criar riqueza, combatendo a nossa dívida e não só, também irá criar postos de emprego como podermos ter o nosso produto e desse modo não será necessário importar produto que já tenhamos cá e começar a postar mais no exterior que é uma coisa que se faz pouco em Portugal.
Se fizermos isto Portugal não tinha falta de competitividade com os países em redor e o défice nas transacções com o exterior não seria elevado.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Empresas vão receber apoios para contratar trabalhadores a prazo

Segundo uma notícia publicado no Diário Económico (http://economico.sapo.pt/noticias/empresas-vao-receber-apoios-para-contratar-trabalhadores-a-prazo_78824.html), o Governo irá ajudar as empresas para incentivar a ocupação de postos de trabalho destas mesmas, a troco de diminuir as contribuições para a Segurança Social.
Esta política é um exemplo claro como o Estado pode intervir na Economia. Ao criar o programa Emprego 2010, o Governo pretende combater o desemprego de Portugal, em que taxa ultrapasso os 10%. Ambas as facetas irão beneficiar desta proposta - por um lado, combate-se o desemprego em Portugal e por outro aumenta a produtividade das empresas, com mais trabalhadores - até um certo ponto em que um acréscimo de trabalhadores é negativo (Lei dos Rendimentos Decrescentes)
O Governo deverá incentivar estas iniciativas, para assim contribuir para um Portugal cada vez mais desenvolvido.

Lojas de Exportação

De acordo com a notícia publicada no dia 10.01.2010, do site http://www.governo.gov.pt/pt/GC18/PrimeiroMinistro/Noticias/Pages/20100110_PM_Not_Leiria.aspx, as lojas de exportação são uma das medidas do Pacto para a Internacionalização, presidido por Franciscovan Zeller, que tomou posse no passado dia nove de Janeiro. O anúncio ocorreu durante um jantar em Leiria, no qual participaram mais de 200 empresários de vários sectores de actividade do distrito, quatro ministros e vários secretários de estado.

Segundo o Primeiro-Ministro, também presente no jantar, o objectivo desta medida é aumentar as exportações em quantidade, qualidade e diversidade. Afirma também que acredita "que esta medida é absolutamente essencial nas economias modernas".

Os fluxos monetários das exportações registam-se na Balança de Mercadorias, que é uma rubrica da Balança Corrente, que por si é uma das rubricas da Balança de Pagamentos. A uma exportação de um bem, corresponde uma entrada de divisas. Assim as exportações de bens são sempre créditos e para se calcular o valor da Balança de Mercadorias, subtraem-se os valores referentes aos débitos (importações) aos dos créditos, obtendo-se deste modo um saldo. Se esta medida se revelar eficaz e as exportações aumentarem, entao o saldo da Balança de Mercadorias, que é cronicamente deficitário em Portugal, terá capacidade de reduzir o seu deficit.

Embora nao tenham sido plenamente reveladas as características desta medida, sabe-se que estas lojas deverão permitir ás pequenas e médias empresas que têm uma pequena quota da sua produção exportadora, ou que pretendem começar a exportar, um contacto mais directo com o mercado internacional. Em suma, é de esperar que tenha a eficácia para melhorar a economia portuguesa, e garantir a capacidade de ganhar importância num contexto de mercado global.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Inflação na Zona Euro quase duplicou em Dezembro

Segundo o Jornal de Negócios, na Zona Euro, a taxa de inflação homóloga foi de 0,9% em Dezembro de 2009, isto é, o nível médio de preços no mês passado foi 0,9% superior ao nível médio de preços do mesmo mês do ano anterior (2008). Foi o valor mais elevado desde Fevereiro de 2009 e quase duplicou face a Novembro, mês que atingiu os 0,5%.
A inflação, que consiste na subida contínua, sustentada e generalizada dos preços, pode dever-se a um conjunto de diversos factores como: o excesso de procura, a subida dos custos de produção (salários, matérias-primas, etc.), ás expectativas de um aumento da inflação, e/ou devido á politica monetária (quantidade de moeda em circulação).
Relativamente aos valores especificos de Dezembro de 2009, a Eurostat, que divulgou os valores, não deu qualquer explicação para esta recuperação dos preços, no entanto, o Jornal de Negócios refere que esta recuperação "é reflexo da ainda tímida recuperação das economias europeias, mas sobretudo da nova vaga de subida dos produtos energéticos" (especificamente a subida de preços do pretróleo), como também defendem alguns analistas. Aliás, um dos principais factores de variação dos preços na Zona Euro é as oscilações dos bens energéticos. e, sendo que, "nos últimos 12 meses, a cotação do crude mais do que duplicou... pressionando os custos de produção das empresas", esta pode ser mesmo uma das principais causas da recuperação dos preços em Dezembro do ano passado.
O aumento da inflação, em geral, pode ter como consequências a depreciação da moeda, isto é, o menor poder aquisitivo da moeda e a deterioração do poder de compra caso a subida dos preços não seja acompanhada pelo aumento dos rendimentos. No caso especifico do mês passado, a subida dos preços na Zona Euro poderá acelerar a decisão do BCE (Banco Central Europeu) em subir os juros.
O Jornal de Negócios, menciona ainda que a Comissão Europeia prevê que a subida dos preços permaneça moderada em 2010, rondando os 1,3% e os 2% "tolerados" pelo BCE. Isto porque sendo o BCE gestor da moeda única e tendo como objectivo garantir a estabilidade da Zona Euro para um crescimento económico sustentável, o banco impõe então esses limite "tolerado" que deve rondar os zero e os 2%.

FONTE: http://www.jornaldenegocios.pt/imprimirNews.php?id=403219

Cátia Freitas

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Exportações e consumo privado sustentam crescimento em 2011


No próximo ano o produto interno bruto (PIB) deverá crescer 1,4%, de acordo com as estimativas do Banco de Portugal. A contribuir para esta evolução estarão essencialmente as exportações e o consumo privado.

No próximo ano o produto interno bruto (PIB) deverá crescer 1,4%, de acordo com as estimativas do Banco de Portugal. A contribuir para esta evolução estarão essencialmente as exportações e o consumo privado.

As projecções do Banco de Portugal apontam para um crescimento do PIB nacional de 1,4%, no próximo ano. Período em que todas as componentes deverão contribuir para o crescimento da economia.

As exportações deverão crescer 3,2%, o que compara com um aumento de 1,7% previsto para este ano, uma evolução que ajudará à expansão da economia. Ainda assim, o contributo do comércio internacional será praticamente nulo, uma vez que as importações vão crescer 2,7%.

Apesar do crescimento ser inferior às exportações, este aumenta das entradas acaba por anular a evolução das exportações já que a base de partida das importações é maior (ver tabela).

O consumo privado também deverá recuperar em 2011, de acordo com as projecções do Banco de Portugal. As estimativas apontam para um crescimento deste componente de 1,6%.

O consumo público também deverá recuperar (1,1%) e prevê-se que o investimento cresça 0,9%, depois de este ano registar uma quebra de 3,4%.

2011 será assim o ano da verdadeira viragem, com a economia a crescer mais de 1%, depois de ter sido abalada por uma crise que se alastrou por todo o mundo. Ainda assim, o Banco de Portugal alerta para o facto de existir “uma probabilidade de 59 por cento em 2011 do crescimento do PIB ficar abaixo da actual projecção”.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

PREÇOS NAS NUVENS - Desvalorização acelerará inflação na Venezuela, dizem analistas

Publicada em 10/01/2010 às 12h52m -AP


CARACAS - Com a desvalorização do bolivar, a inflação ao fim do ano registrará uma forte alta, preveem analistas diante da decisão do presidente Hugo Chávez de desvalorizar a moeda na Venezuela pela primeira vez em quase cinco anos . O economista Pedro Palma, presidente da Academia Nacional de Ciências Econômicas, disse que o governo se viu forçado a aceitar que a grande disparidade entre o câmbio oficial e o paralelo já não era viável.


- A inflação vai disparar, mas há a necessidade de corrigir um desequilíbrio acumulado tremendo - disse Palma. - Creio que o governo teve que aceitar é que esta distorção cambial já não podia se sustentar, é
absurda - completou o economista. O governo estabeleceu sexta-feira à noite um tipo de câmbio, com duas cotações distintas, para incrementar as receitas do governo pela venda do petróleo e contra-atacar a inflação galopante. O bolívar, cotado oficialmente a cerca de 2,15 por dólar, a partir de agora terá dois tipos de câmbio, em função do uso: 2,60 por dólar para as transações consideradas como prioritárias pelo governo, como a importação de alimentos e saúde, e 4,30 por dólar para outras transações. O ministro de Finanças, Alí Rodríguez, descartou que a desvalorização vá afetar o comportamento dos preços dos principais bens e serviços de consumo de massa. O Índice Nacional de Preços fechou o ano de 2009 em 25,1%, o que converteu a Venezuela no país com a maior taxa de inflação na região pelo quarto ano consecutivo. O economista Orlando Ochoa disse que a desvalorização permitirá ''melhorar a situação financeira do governo'', com a obtenção de mais recursos pelas exportações de petróleo bruto e espera impulsionar a economia. Depois de quase cinco anos de crescimento contínuo, a economia venezuelana experimentou em 2009 um forte retrocesso, ao registrar uma queda de 2,9%. O petróleo, que significa 50% da arrecadação de impostos, reduziu-se à metade entre o fim de 2008 e o primeiro semestre de 2009, devido à queda dos preços internacionais do petróleo bruto e a diminuição da produção. A Venezuela mantém uma forte dependência do petróleo, que gera 94 de cada 100 dólares que ingressam no país por exportações.
- Desvalorizou-se o nível de vida dos venezuelanos, que amanheceram com o salário mínimo reduzido à metade - disse o prefeito de Caracas, da oposição, Antonio Ledezma. Antes da desvalorização, o salário mínimo era de aproximadamente 450 dólares por mês. Noel Alvarez, presidente da maior associação empresarial, a Fedecámaras, classificou o câmbio duplo como "uma medida positiva", mas acrescentou que "não constitui por si só uma virada acertada de política econômica", uma vez que consolida o controle de câmbio, medida que demonstrou sua ineficiência no controle da inflação. Chávez comentou, no sábado, que espera que a produtividade se eleve, à medida que as importações se tornam mais caras. - Por anos 'vendemos os dólares muito baratos, e isto estimulava as importações, que representam uma competição desleal por seu baixo custo. Com esta medida, obriga-se o setor produtivo a aumentar a produtividade e o setor comercial local a substituir importações - acrescentou ele, que citou como exemplo a importação de sapatos. - No ano passado, importamos 90 milhões de pares de sapatos, pelo amor de Deus!, porque sai muito barato. Não podemos fazer tudo isto, os sapatos, a roupa, quase tudo é importado.E concluiu:
- Só para importar alimentos, a Cadivi (oficina governamental que administra a venda de divisas) deu mais de US$ 6 bilhões. Boa parte destes alimentos podemos produzir na Venezuela. A desvalorização encareceu a compra de divisas para os venezuelanos em 20% ou 100%, dependendo de qual dos dois tipos de câmbio se utilize. O líder esquerdista ratificou sua intenção de intervir no lucrativo mercado negro paralelo, onde quase se chegou a triplicar a taxa de câmbio oficial.
- Esse ''dólar permuta", que é produto da especulação financeira, vamos combater com uma forte intervenção do Banco Central e do governo. Este é o quarto ajuste de câmbio que o governo de Chávez realiza desde que impôs o controle de câmbios, em 2003, para conter a fuga em massa de capitais. O câmbio de 2,60 por dólar será destinado às transações relacionadas com os bens dos setores alimentício, de saúde, de maquinário e equipes para o desenvolvimento econômico, científico e tecnológico, assim como livros e material escolar. Também se incluiu nesta cotização as importações do setor público, remessas familiares, remessas para estudantes no exterior, embaixadas e consulados na Venezuela, e pensionistas. Outros setores, como o automotivo, comércio, telecomunicações, metalúrgico, informático e borracha e plástico, eletrodoméstico, cigarro e bebidas foram cotizados a 4,30 bolívares por dólar.
- Quase tudo vai custar o dobro - insistiu Ledezma.
Dezenas de venezuelanos podiam se vistos no sábado nas portas das lojas de eletrodomésticos tentando comprar de geladeiras a equipamentos de som, segundo eles, antes que os preços dobrem.
- Isto é uma loucura. Quando soube do que houve com o dólar, não pensei duas vezes: raspei minha conta bancária e vim comprar minha máquina de lavar - disse Iraima Rodríguez, uma secretária de 31 anos. - Sempre que desvalorizam os preços vão às nuvens.
http://oglobo.globo.com/economia/mat/2010/01/10/desvalorizacao-acelerara-inflacao-na-venezuela-dizem-analistas-915497329.asp
http://oglobo.globo.com/economia/fotogaleria/2010/10729/

Material escolar sobe quase dobro da inflação em São Paulo

10 de janeiro de 2010 às 17:56
Por Ricardo Westin - Folha OnlineA-A+


Pais de alunos que estudam em escolas particulares na cidade de São Paulo vão gastar muito mais na compra de material escolar e livros didáticos neste ano. Só nesse último item, os gastos com apenas um filho podem passar de R$ 1.200. O preço do material escolar subiu quase o dobro da inflação. Enquanto o IPC (Índice de Preços ao Consumidor) de janeiro a dezembro de 2009 foi de 3,65%, produtos como lápis, canetas, cadernos e mochilas ficaram em média 6,61% mais caros no mesmo período.


No caso dos livros escolares, o aumento médio registrado no ano passado foi um pouco menor, mas ainda assim ficou acima do IPC --4,47%. Esse índice de inflação é apurado pela Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas). A Folha consultou as listas de livros pedidos por alguns colégios de São Paulo e constatou que as famílias chegam a desembolsar R$ 1.234,40 com um filho no primeiro ano do ensino médio. Um livro de biologia para esse aluno, por exemplo, custa hoje R$ 115. Dois anos atrás, na mesma livraria, saía por R$ 95,80. O aumento foi de 20%.


"Imagine uma casa com dois filhos estudando em escola particular. Isso pesa uma barbaridade no orçamento familiar", afirma Heron do Carmo, professor de economia da USP e pesquisador da Fipe.

Para completar as subidas de preço na educação, as mensalidades escolares em São Paulo também tiveram um reajuste muito maior que a inflação. No caso do ensino infantil, o aumento em 2009 foi, em média, de 8,66%. Até os cursos de línguas tiveram aumento superior à inflação (7,58%).


Dicas de economia
A Folha entrou em contato com fabricantes de papel e lápis e com a Abrelivros (associação de editoras de livros escolares), mas não encontrou funcionários que pudessem comentar o aumento nos preços. "Esse não é um aumento natural", explica a economista Julia Ximenes, da Fecomercio (Federação do Comércio do Estado de São Paulo). Se o reajuste fosse natural, diz ela, todas as papelarias aumentariam juntas os preços. 'Se fizer uma pesquisa de preços, você vai encontrar diferenças gritantes dentro da mesma cidade, diferenças de até 200% num mesmo produto.' De acordo com Ximenes, o encarecimento do material didático é sazonal. Está praticamente todo concentrado no mês de janeiro. Nos 11 meses seguintes, os aumentos são quase imperceptíveis. "Eles sabem que inevitavelmente vai haver procura, então aumentam o preço mesmo."


A economista da Fecomercio sugere às famílias que tentem reaproveitar parte do material utilizado no ano anterior, como caneta, cola e régua, e que façam uma pesquisa de preços antes de comprar. 'Inclusive na internet. As lojas virtuais costumam ter um preço mais competitivo porque têm menos custos.' Além disso, ela acrescenta, pode ser vantajoso deixar para comprar parte do material em fevereiro, "fora do período de euforia, quando costuma haver uma arrefecida" nos preços.


Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/educacao/ult305u676316.shtml

domingo, 10 de janeiro de 2010

Economistas estimam que BCE suba os juros no último trimestre deste ano

Os economistas continuam a estimar que o Banco Central Europeu vai manter a taxa de juro de referência da Zona Euro no nível mais baixo de sempre durante grande parte deste ano. As previsões apontam para mexidas apenas no último trimestre de 2010.

Se querem ver o resto da notícia, visitem este link que abaixo refiro:
http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=403965

sábado, 9 de janeiro de 2010

Em 2020, seremos ricos

Ser a região mais bem sucedida do mundo em 2010 é o objectivo da Estratégia de Lisboa que, seguramente, não será alcançado. Os 27 decidiram, então, prosseguir por mais dez anos o desenvolvimento de um novo modelo de crescimento. A conjuntura, porém, é ainda menos favorável.Um artigo do " Il Sole-24 Ore" citado pelo Presseurop.eu . Pleno emprego de 70% da população activa, investimentos em I&D na ordem dos 3% do PIB, crescimento económico de 3% ao ano: eram estes os grandes objectivos da Estratégia de Lisboa, lançada em 2000, com um longo percurso de uma década. O prazo terminou e o desafio europeu vai coroar-se de fracasso. Nem o mais leve vestígio da economia do conhecimento para 2010, "a mais dinâmica e competitiva do mundo". Em dez anos, a subida do emprego não ultrapassou os 4 pontos percentuais, abaixo da média de 66%.

Investimento metade do previsto
Os investimentos em I&D são ligeiramente inferiores (metade dos previstos) e continuam distantes dos investimentos dos principais concorrentes mundiais. Devido à crise, a taxa de crescimento baixou para uma média de 0,8%, com consequências desastrosas para a taxa de desemprego que, no entanto, regrediu - de 12 para 7% desde 2000 -, mas que a recessão se prepara para fazer subir de novo para cerca de 10%. Que fazer? Não vale a pena uma pessoa martirizar-se. O período de optimismo que, no limiar do século, se alimentava de êxitos inegáveis, como a criação do Mercado Único e do Euro, está mais do que encerrado.

China ganha a aposta
Hoje, avançamos sob a égide do realismo. O mundo mudou, a globalização avança. Pior, e para surpresa de todos, foi a China que ganhou a aposta feita, em vão, pela Europa que, no entanto, não desiste. O novo símbolo, sem nome, não é o da capital portuguesa. Desta vez é uma data, "2020", talvez na esperança de rivalizar com "1992", o slogan do Mercado Único.
Leia mais em Presseurop.eu
http://aeiou.expresso.pt/em-2020-seremos-ricos=f556785

Balanço- Década perdida na criação de emprego

Portugal tem o pior desempenho da Zona Euro. Perspectivas a médio prazo não são as melhores

Portugal deverá encerrar a década com um crescimento médio anual do número de empregados próximo de zero (0,2%). A avaliar pelos dados da Comissão Europeia - que prevê um recuo no número de postos de trabalho de 2,3% em 2009 -, este será o desempenho mais fraco de todos os países da Zona Euro (ver gráfico).

Os dados da AMECO, apurados através das contas nacionais, revelam que em 2009 Portugal deverá registar 5,029 milhões de postos de trabalho, com o emprego a recuar para níveis de 2000.

A mais recente crise económica e financeira é responsável por parte das perdas registadas, mas não explica a posição relativa do País. Espanha está a ser mais severamente afectada pela actual recessão - com taxas de desemprego a caminho dos 20% -, mas consegue, no conjunto da década, o terceiro melhor desempenho da Zona Euro. A prosperidade dos primeiros anos mais do que compensa o recuo de 6,6% no número de empregos que o país vizinho deverá registar em 2009.

"O mercado de trabalho reflecte o facto de termos tido pior desempenho em termos de crescimento de produto", refere Nádia Simões, do Observatório Europeu do Emprego. Para a investigadora, a crise de 2003 foi determinante para este resultado, tal como o processo de consolidação orçamental. "Se reduzimos a despesa pública retirando estímulos à economia, afectamos a criação de emprego também no sector privado."

Portugal "partia de uma base exportadora frágil" e de "uma situação delicada do ponto de vista das qualificações", lembra, por seu lado, Pedro Adão e Silva. "O nosso padrão de especialização e de emprego não resistiu à exposição da economia à entrada do Euro", refere o especialista em questões laborais.

O processo de requalificação que começava a registar-se foi interrompido pela crise internacional, acrescenta. "As mudanças necessárias para recalibrar o mercado de emprego demoram tempo, o que muitas vezes não é compaginável com a pressão política, económica e social", afirma.

Os dados de Bruxelas - que se baseiam em informação enviada pelos Estados membros - revelam que no conjunto dos 27 países da UE há apenas quatro com pior desempenho que Portugal. É o caso da Estónia (0,17%), mas também da Roménia, Lituânia e Hungria, que deverão encerrar 2009 com menos postos de trabalho do que os que tinham em 1999.

No conjunto da Zona Euro e da União Europeia, 2009 será o único ano em que o emprego recua, de acordo com os dados da Comissão Europeia. Já Portugal apresenta quebras em quatro dos dez anos considerados, numa década em que o crescimento do produto interno bruto (PIB) também é dos mais moderados.

Os próximos dez anos não serão necessariamente mais fáceis. Entre 2009 e 2017, o crescimento potencial do emprego em Portugal é de 0%, prevê a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE), no último Economic Outlook. "Podemos continuar a tentar acrescentar valor, mas o ritmo não vai chegar para compensar a pressão sobre o mercado de trabalho e as contas públicas", refere Pedro Adão e Silva. "Algum tipo de ajustamento será feito: ou emprego, ou salários."

http://dn.sapo.pt/bolsa/emprego/interior.aspx?content_id=1464511