Em relação ao emprego, o Banco de Portugal prevê uma queda de 1,3% este ano, e um ligeiro aumento, no próximo ano, de 0,4%, depois de em 2009 ter diminuido 2,8%. Assim a economia portuguesa, só este ano, irá destruir 65 mil postos de trabalhos que juntar-se-ão aos 145 mil já registados em 2009.
Quanto ao rendimento disponível, o Banco de Portugal, prevê uma queda dos rendimentos dos portugueses cujas causas serão: os aumentos salariais moderados (não ultrapassarão os 1% e já se fala em não houver aumento) e à subida dos juros que está prevista para a segunda metade deste ano.
Ainda segundo o Boletim de Inverno do Banco de Portugal, em relação aos preços, prevê-se um aumento da taxa de inflação de 0,7% este ano (após a queda de 0,9% ocorrida em 2009) e em 2011 um aumento de 1,6%. Fica assim para trás a descida de preços ocorrida em 2009, que segundo o Banco de Portugal terá sido temporária, e espera o regresso da inflação a niveis positivos ainda este ano, apesar de baixos.
Relativamente à necessidade de financiamento, o Banco de Portugal afirma que " a necessidade de financiamento externo da economia portuguesa , medida pelo conjunto das balanças corrente e de capital em % do PIB, tem-se mantido a um nivel elevado por um periodo prolongado". Para este ano, estima-se um aumento do défice da balança corrente e de capital, passando dos -8,2% paras os -9,8% do PIB, isto é, haverá um aumento da necessidade de financiamento, necessidade esta que deverá continuar a aumengar no próximo ano, ano em que se prevê que atingirá os -11,3% do PIB.
Segundo o Banco de Portugal, "este agravamento reflecte uma ligeira deterioração do défice da balança de bens e serviços e o progressivo aumento da balança de rendimentos".
Destes valores divulgados pelo Banco de Portugal, a partir do Boletim de Inverno, posso concluir que já é uma boa noticia haver um aumento do PIB para os próximos 2 anos, apesar de ligeiro ainda este ano. No entanto o que não me parece positivo é que uma das principais rubricas que contribuirão para o crescimento de 0,7% ainda este ano seja o consumo privado, pois na situação por que passamos de uma crise financeira, este aumento do consumo pode significar endividamento. Boa notícia seria que para além das exportações também o investimento contribuisse positivamente para o crecsimento do PIB este ano, no entanto este ano continuará a diminuir, mas menos do que em 2009.
Outro problema a salientar para 2010 é o aumento do consumo privado, que juntamente com a descida do rendimento disponivel, levará a uma diminuição da poupança dos portugueses. Mas as más noticias não ficam por aqui, pois se o rendimento vai diminuir,os preços vão aumentar pelo que isto levará a um menor poder de compra dos portugueses e a uma depreciação da moeda. é de salientar ainda o aumento estrondoso que se prevê, da necessidade de financiamento pelo menos até 2011, o que na crise financeira em que nos encontrámos em vez de reduzirmos o nosso endividamento ainda o agravámos. Por tudo isto, se 2009 já foi mau, 2010 será bem pior.
Mas, na minha opinião para 2011 parece-me que já vão surgir sinais de recuperação financeira. A verificarem-se as previsões do Banco de Portugal, haverá já um aceleramento do crescimento do Pib, as exportações continuarão a aumentar e haverá crescimentos ligeiros do investimento e do emprego. No entanto, em 2011, prevê-se a continuidades de aumento da necessidade de financiamento e dos preços.
Concluo assim que a recuperação financeira será feita muito ligeiramente e só deverá começar no próximo ano. 2010 será ainda um ano muito negativo para o nosso país.
Boa análise.
ResponderEliminarA apresentação correu também muito bem!.