Segundo o Banco de Portugal, as necessidades de financiamento da economia portuguesa desceram mas esta não é uma tendência para continuar pois o BdP prevê que este ano voltaram a crescer e que em 2011 atingirão os 11,3% do PIB.
Para podermos verificar se existe necessidade ou capacidade de financiamento externo de uma economia temos de analisar o saldo conjunto das balanças corrente e de capital. Se o saldo conjunto for positivo dizemos que a economia tem capacidade de financiamento; se o saldo for negativo dizemos que a economia tem necessidade de financiamento. Ou seja, se for positivo essa economia produz mais do que consume e investe, podendo financiar outras economias, se for negativo essa economia está a viver acima das suas possibilidades já que consome e investe mais do que aquilo que produz e para financiar esse excesso, teve de recorrer ao exterior.
O Boletim Económico de Inverno salienta que o défice conjunto das balanças correntes e capital reduziram-se de 10,5% em 2008 para 8,2% em 2009, em percentagem do PIB. Esta quebra é o resultado da redução do preço do petróleo. Mas tudo indica que esta queda foi apenas temporária “uma vez que o banco de Portugal perspectiva valores de 9,8% e 11,3% do PIB, respectivamente em 2010 e 2011”.
Tendo em conta que a balança corrente tem como rubricas a balança de mercadorias, a balança de serviços, a balança de rendimentos e a balança de transferências correntes e que ocorreu “uma ligeira deterioração do défice da balança de serviços e um aumento expressivo do défice da balança de rendimentos, em resultado de uma nova deterioração da posição do investimento internacional (componente desta rubrica) e de um aumento das taxas de juro”, isto segundo Vítor Constâncio, podemos dizer que estes acontecimentos contribuíram para que ocorre-se esta evolução.
O banco de Portugal alerta também para um agravamento do défice da balança de rendimentos como consequência de uma perspectiva de um forte aumento do pagamento de juros ao exterior. Este diz ainda que no espaço de dez anos, o défice da balança de rendimentos deverá crescer três vezes, como resultado da absorção dos recursos pelo serviço da dívida (este défice representava 2% do PIB em 2000, 4% em 2009 e deverá crescer ao longo dos próximos anos atingindo 6% do PIB em 2011).
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Muito Bem!!
ResponderEliminarNoticia muito importante e com grande informação principalmente a relativa ao défice da balança de Rendimentos (endividamento e subida das taxas de juro).