quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Previsões do FMI

O FMI estima que os salários e a inflação crescem 0,8% em 2010 anulando assim qualquer ganho no poder de compra.
São as principais notícias que constam no último relatório do FMI publicado no dia 20 deste mês apesar da nota positiva de uma estimativa de crescimento da economia de 0,5%. Esta previsão é consistente com indicar da actividade económica divulgado pelo INE.
O FMI avisa ainda que o desemprego deverá aumentar para os 11%: se a população activa se mantiver o desemprego estender-se-á aos 614,7 mil portugueses (actualmente afecta 547,7 mil). Neste assunto, o FMI que o subsídio de desemprego deve ser reformulado de modo a incentivar mais a procura de trabalho.
Esta instituição afirma também que as medidas de política orçamental actuais não são suficientes para que Portugal consiga baixar o défice para 3%, como se comprometeu em Bruxelas. Sem as medidas necessárias o desequilíbrio das contas públicas subirá de 8% para 8,6% segundo os cálculos do FMI.
Para que a consolidação orçamental tenha início já este ano, o FMI defende uma redução das transferências sociais e da massa salarial da função pública. Este ajustamento dos salários é visto como o ponto fulcral para Portugal começar a dar sinal dessa consolidação. Ainda neste assunto o FMI prevê para toda a economia, uma queda de quatro pontos percentuais nas actualizações dos vencimentos (de 4,8% para 0,8%) e recomenda que o governo reconsidere o plano gradual do salário mínimo até aos 500 euros em 2011.
O FMI reafirma a sua proposta, avançada em Dezembro, de uma subida na taxa máxima do IVA, caso as outras medidas não se revelem suficientes.
O peso da dívida pública portuguesa deverá passar de 75,8% do PIB, em 2009, para 83,3%, no ano corrente, crescendo progressivamente até 99,4% em 2014.

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