terça-feira, 29 de março de 2011

Vantagens da Moeda única

 Diminui os custos dos negócios porque evita os câmbios e as respectivas oscilações cambiais;
iminui os riscos dos negócios com países que não pertencem à U.E., pois o Euro é uma moeda internacionalmente aceite, que compete com o dólar e o iene;
 Permite obter empréstimos mais favoráveis, uma vez que os juros tendem a baixar - a existência de um BCE único, gozando de elevada credibilidade, reforça a estabilidade financeira da Zona e favorece a descida das taxas de juro.
- Incentiva o investimento, uma vez que, para além de facilitar os empréstimos, a estabilidade que proporciona gera confiança;

- Permite comparar mais facilmente os resultados obtidos pelas empresas da Zona Euro, pois a comparação é feita na mesma moeda.

Desvantagem
principal desvantagem da moeda única foi, tal como refere a afirmação, a PERDA DE AUTONOMIA por parte de cada país da U.E. na condução da política monetária e cambial. Com a introdução de uma moeda única, os governos ficaram impedidos de utilizar um instrumento de política económica que consiste na manipulação da taxa de câmbio. Por vezes, em situações de maior dificuldade económica, os governos recorriam à desvalorização da moeda nacional, por forma a tornar os produtos nacionais mais baratos nos mercados estrangeiros e, assim, aumentar as exportações. Ao mesmo tempo, as importações diminuíam porque os produtos estrangeiros se tornavam mais caros no mercado interno. Aumentando as exportações e diminuindo as importações, os governos conseguiam contribuir para o equilíbrio das suas contas externas. Actualmente, os governos perderam esse espaço de manobra, já que a condução da política monetária e cambial é, agora, da responsabilidade do BCE.


Inflação

Sendo a inflação um fenómeno com consequências graves a vários níveis, os agentes económicos têm todo o interesse em conhecer a forma como evoluem os preços e para isso têm de ter mecanismos que lhes permitam medir a inflação. Assim, considerando que os preços não variam todos da mesma maneira, a sua medição levanta problemas quando se estabelecem comparações de dados económicos. O IPC é, então, um instrumento utilizado para medir a variação média do poder de compra dos consumidores. Este índice é calculado com base num "cabaz de compras" suficientemente alargado para conter a maioria dos bens e serviços utilizados pela generalidade da população, ponderados pela quantidade consumida, em média, por cada indivíduo. Calcula-se, então, o preço desse cabaz numa determinada economia e num determinado ano escolhido como ano base e, depois, no ano que se pretende considerar.


Calculo
- Taxa de inflação 92 (face a 91) = ((207-190)/190)*100 = 8,9%
- Taxa de inflação 93 (face a 92) = ((220-207)/207)*100 = 6,3% — variação = 6,3% - 8,9% = -2,6%
- Taxa de inflação 94 (face a 93) = ((231 -220)/220)*100 = 5% — variação = 5% - 6,3% = -1,3%
- Taxa de inflação 95 (face a 94) = ((241-231 )/231)*100 = 4,3% — variação = 4,3% - 5% = -0,7%

Desinflação
Pela análise dos resultados anteriores podemos constatar que existiu uma diminuição do ritmo de crescimento dos preços em cada ano.
Os preços dos bens e serviços subiram significativamente desde 1985 (ano-base), mais concretamente subiram 141% em 10 anos, o que nos leva a concluir que este foi, em Portugal, um período caracterizado por altas taxas de inflação;
e 1985 a 1991, os preços dos bens e serviços subiram 90%;
Entre 1991 e 1995, os preços dos bens e serviços subiram ((241-190)/190)*100 = 26,8%.
Entre 1991 e 1995, de ano para ano, as taxas de inflação diminuíram, ou seja, os preços dos bens e serviços cresceram a um ritmo negativo e decrescente;
Assim, podemos concluir que o ritmo de crescimento dos preços dos bens e serviços baixou significativamente, tendo apresentado uma variação negativa de 2,6% em 93 face a 92, uma variação negativa de 1,3% em 94 face a 93, uma variação negativa de 0,7% em 95 face a 94. Estamos, portanto, perante um período de desinflação.

Interpretação
IPC 1991 = 190 - Significa que aquilo que no ano de 1985 (ano-base) se podia comprar com 1 Euro, passa a poder compra-se em 1991 com 1,90 Euros, o que significa que a taxa de inflação em 1991 face ao ano-base foi de 90%.


IPC (2005/2004) = (Preço Cabaz 2005 / Preço Cabaz 2004) *100
Preço Cabaz 2005= (IPC (2005/2004)* Preço Cabaz 2004)/100 = (104 * 1.250) / 100= 1.300 Euros


Taxa de inflação (2005) = ((1.300 - 1.250) /1.250) * 100=4%

Taxa de inflação (2005) =((104-100) / 100)* 100=4%

Taxa de inflação (2005) = 4%

Os preços dos bens e serviços aumentaram 4% em 2005, face ao ano de 2004.

Taxa de inflação (2005) = 4%


Acréscimos salariais = 3%

Se os acréscimos salariais em 2005 forem de 3% e a taxa de inflação 4%, a consequência será a diminuição dos salários reais em 1 ponto percentual, confirmando assim a descida do poder de compra dos trabalhadores. Uma das consequências da inflação é a deterioração do poder de compra da generalidade da população, nomeadamente da capacidade aquisitiva das famílias. Com um determinado rendimento mensal, as famílias possuem um determinado poder aquisitivo / poder de compra, o qual vai diminuindo à medida que os preços vão subindo. Contudo, esta deterioração do poder de compra é muito mais gravosa para as famílias com rendimentos fixos ou quando os rendimentos aumentam proporcionalmente menos que a subida dos preços, tal como acontece neste caso.