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domingo, 7 de fevereiro de 2010

"Preocupações com dívida pública pressionam euro para mínimos de oito meses"

De acordo com a notícia publicada no dia 5 de Fevereiro de 2010, retirada do site http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=408751, “o euro está a negociar perto do valor mais baixo dos últimos oito meses face ao dólar”.

Taxa de câmbio é a quantidade de moeda nacional necessária para se adquirir uma unidade de moeda estrangeira.

A moeda única europeia sofreu uma depreciação de 0,38% face ao dólar americano, sendo agora a taxa de câmbio de 1,3671. Isto significa que actualmente, é necessário um euro para se adquirir 1,3671 dólares.

É de referir que este decréscimo de valor ocorreu devido ás leis do mercado, e não devido a uma medida proteccionista intencional, isto é, á intervenção do BCE. Daí este fenómeno ser denominado de “depreciação”, ao invés de “desvalorização”.

Como a nossa moeda se tornou mais “barata” em relação ao dólar, isso trata-se de um factor que incentiva o aumento das exportações das empresas nacionais para os EUA, visto que é necessário menos dinheiro para o país importador adquirir a mesma quantidade de exportações. Para além disso, também desincentiva as importações do nosso país, já que é preciso uma maior quantidade de moeda para se adquirirem as mesmas importações. Ora, este facto provoca um efeito positivo na balança de mercadorias nacional e na taxa de cobertura. Porém, sendo Portugal extremamente dependente de produtos alimentares e do petróleo, esse efeito torna-se negativo, visto que o nosso país se vê obrigado a manter o mesmo volume de importações relativas a esses produtos, acabando por não beneficiar plenamente desse fenómeno.

Assim, concluo que embora este efeito seja positivo para a competitividade das empresas nacionais, jamais teremos uma balança comercial positiva enquanto nos encontrarmos neste estado de dependência externa que, certamente, irá persistir ao longo das décadas.

Luis de Sousa

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Lojas de Exportação

De acordo com a notícia publicada no dia 10.01.2010, do site http://www.governo.gov.pt/pt/GC18/PrimeiroMinistro/Noticias/Pages/20100110_PM_Not_Leiria.aspx, as lojas de exportação são uma das medidas do Pacto para a Internacionalização, presidido por Franciscovan Zeller, que tomou posse no passado dia nove de Janeiro. O anúncio ocorreu durante um jantar em Leiria, no qual participaram mais de 200 empresários de vários sectores de actividade do distrito, quatro ministros e vários secretários de estado.

Segundo o Primeiro-Ministro, também presente no jantar, o objectivo desta medida é aumentar as exportações em quantidade, qualidade e diversidade. Afirma também que acredita "que esta medida é absolutamente essencial nas economias modernas".

Os fluxos monetários das exportações registam-se na Balança de Mercadorias, que é uma rubrica da Balança Corrente, que por si é uma das rubricas da Balança de Pagamentos. A uma exportação de um bem, corresponde uma entrada de divisas. Assim as exportações de bens são sempre créditos e para se calcular o valor da Balança de Mercadorias, subtraem-se os valores referentes aos débitos (importações) aos dos créditos, obtendo-se deste modo um saldo. Se esta medida se revelar eficaz e as exportações aumentarem, entao o saldo da Balança de Mercadorias, que é cronicamente deficitário em Portugal, terá capacidade de reduzir o seu deficit.

Embora nao tenham sido plenamente reveladas as características desta medida, sabe-se que estas lojas deverão permitir ás pequenas e médias empresas que têm uma pequena quota da sua produção exportadora, ou que pretendem começar a exportar, um contacto mais directo com o mercado internacional. Em suma, é de esperar que tenha a eficácia para melhorar a economia portuguesa, e garantir a capacidade de ganhar importância num contexto de mercado global.