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domingo, 2 de maio de 2010

Vilar Formoso, José Manuel

Em 1986 com a entrada de Portugal e de Espanha para o Mercado Único da CEE (actual UE), e com a implantação do Acto Único Europeu, foi assegurado entre Portugal e Espanha (tal como com os restantes países da UE), a eliminação dos controlos fronteiriços visto que havia total liberdade de circulação de pessoas, mercadorias, serviços e capitais entre os países membros.

Desta forma, certas cidades fronteiriças, como foi o caso de Vilar Formoso, foram afectadas bastante negativamente visto que a sua principal função era o controlo alfandegário, perdendo dessa forma a sua principal fonte de emprego, levando a que, por exemplo, Vilar Formoso se tornasse uma cidade muito menos competitiva, levando a que possivelmente tivessem surgido argumentos anti-Integração Europeia.

Apesar de haverem sempre aspectos negativos, como foi o caso de Vilar Formoso, as vantagens da integração europeia ultrapassam em larga escala as desvantagens.
Com a integração europeia, Portugal passou a receber fundos europeus para se desenvolver, passou a ter um mercado para exportar as suas mercadorias assegurado, a vida da sua população é muito mais facilitada quando vai para o estrangeiro (protecção diplomática em países terceiros por qualquer embaixada europeia, possibilidade de trabalhar ou abrir um negócio em qualquer estado-membro, cobertura pelo sistema nacional de saúde mesmo fora do país ou possibilidade de receber reforma mesmo estando noutro estado-membro de onde descontou, entre outros), isto para não mencionar outras vantagens tais como aquelas referentes aos países da zona euro (por exemplo, inexistência de câmbios, mais fácil comparação de preços ou taxas de inflação reduzidas asseguradas).

Como conclusão, a entrada de Portugal para a comunidade europeia trouxe, como tudo, as suas desvantagens, mas no entanto, este é um caso onde obviamente as vantagens ultrapassam claramente as desvantagens, e apesar de ser desafortunado o que aconteceu com Vilar Formoso, não podem ser situações destas que impossibilitem a inteira integração de Portugal na comunidade europeia, pelo que as desvantagens da isolação seria muito mais sérias do que aquelas derivadas da integração europeia, como se pode analisar com o que acontecia com o Portugal pré-25 de Abril.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Importações de mercadorias por principais países de origem - P.134

Importações de mercadorias por principais países de origem - pesos no total (em percentagem)



Segundo a fonte do INE, entre 1996 e 2006, apenas as importações oriundas de Espanha, entre os quatro países aos quais importamos, aumentaram percentualmente os seus pesos no total.

O Reino Unido passou em 96, onde representava 7% das importações, a representar apenas 4% das importações em 2006.

A França foi o terceiro país que mais exportou para Portugal, apesar de esta também ter perdido peso relativo nas suas exportações para o nosso país, passando de 12% em 96 para 8% 2006.

As importações oriundas da Alemanha, que representavam 15% em 96, passaram em 2006 a representar 13% das importações de mercadorias totais.

As importações espanholas foram as que mais aumentaram o seu peso no total, passando de 23% en 1996 para 31% em em 2006, um crescimento percentual que, comparando com os valores das importações alemãs, francesas e inglesas, se justifica, concluindo-se então que entre 96 e 2006 as importações espanholas foram as que mais cresceram, para além de no ano base já serem as que tinham maior representatividade, sendo que Espanha aumentou a sua presença no mercado português, dando agora ainda mais concorrência aos outros três países mais importantes nas exportações para Portugal.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

José Manuel - 9 de Fevereiro

Teixeira dos Santos em entrevista à CNN

(Intervenção do Estado na Economia)
Segundo os dados da notícia, com a aprovação final das alterações à Lei das Finanças Regionais, o Estado terá de alterar o financiamento das regiões, providenciando mais fundos a determinadas regiões (como a Região Autónoma da Madeira) e menos fundos a outras regiões.

Este é assunto que está a causar polémica e em que os cidadãos têm de tomar posição. Sabendo que estas medidas poderão levar a um aumento das assimetrias regionais, em vez de as corrigir, e poderão também ter consequências políticas bastante sérias, como um sentimento de diferença entre os habitantes das Ilhas e os habitantes de Portugal Continental, o que poderá levar a uma separação ainda maior entre estas duas regiões, eu tenho de ser da opinião do PS e do actual ministro das Finanças, sendo contra estas novas medidas, especialmente nos tempos que correm onde o nosso défice é preocupante.

domingo, 17 de janeiro de 2010

José Manuel - 12/1 e 19/1

12 de Janeiro:
Exportações recuperam e estão quase ao nível de há um ano

(Comércio Externo)
O comércio externo é hoje em dia uma necessidade das nossas sociedades, visto que se encontram num mundo globalizado.
Para registar oficialmente essas operações entres países de troca de bens, serviços e capitais, é necessário recorrer à balança de pagamentos e às suas rubricas.
Para um maior crescimento económico nacional, Portugal deve trabalhar para reduzir o défice da sua balança corrente, mais especificamente da sua balança de mercadorias.
Visto que a notícia afirma que Portugal conseguiu aumentar as suas exportações e manter as suas importações, houve então um crescimento positivo nesta rubrica da balança de pagamentos, fazendo com que Portugal tenha diminuído a sua necessidade de financiamento, caso cetes paribus.

19 de Janeiro:
Governo admite aumentar impostos mas responsabiliza Oposição

(Intervenção do Estado na economia)
Um Estado intervém na sua economia sempre que considera que este não se consegue auto-regular sozinho.
Estados liberais são os mais intervencionistas enquanto que Estados conservadores são os que mais defendem uma economia auto-regulada.
A notícia afirma que o Governo poderá aumentar os impostos a fim de combater o défice caso a Oposição aprove o aumento das despesas.
Na minha opinião, isto demonstra a completa seriedade do nosso Governo e o seu extremo cuidado quando lida com o dinheiro dos seus contribuintes.
O nosso país continua a fazer do que faz melhor: gastar mais dinheiro e continuar atrasado. Já não me choca os contínuos aumentos dos impostos... não com os bolsos assim tão fundos que os nossos políticos têm.
Mas ok, tudo bem, os contribuintes que continuem a pagar cada vez mais, a ver se as coisas mudam ou continuam na mesma.
O dinheiro (ainda) não sai do meu bolso, portanto, não serei eu, mas sim os contribuintes, que terão de exigir ao Estado que realmente aplique o dinheiro que lhe é pago.