
Segundo o INE, a queda das importações de 7,1% e das exportações de 3,6% face ao período homólogo levaram a uma redução do défice da Balança de Mercadorias de 751,1 milhões de euros, pois é nesta balança da balança de pagamentos que se registam a troca de bens entre Portugal e o Resto do Mundo. O Instituto Nacional de Estatítica salienta ainda que, entre Outubro e Dezembro de 2009, as exportações e as importações para os países não pertencentes à UE diminuíram 14,3% e 12,7% respectivamente, isto é, as trocas diminuiram mais para o comércio extracomunitário. Se forem excluídas as trocas de combustíveis e lubrificantes a queda das importações e exportações é ainda mais acentuada (de 18,9% e 17% respectivamente), assim o saldo da balança comercial atingiu um superavit de 228 milhões de euros e a correspondente taxa de cobertura foi de 114,3%, ou seja, as exportações conseguiram pagar a totalidade das importações e ainda sobraram divisas, isto, excluindo os produtos energéticos e lubrificantes.
Posso assim concluir que foi positiva a redução do défice da Balança de Mercadorias, consequência, sobretudo, da redução das importações que foi superior á redução das exportações.
É de salientar que o INE ao dar conta que a redução das importações e as exportações é mais acentuada quando se exclui os combustiveis e lubrificantes significa que os produtos que deixamos de importar não foram concerteza os produtos energéticos. Infelizmente continuamos dependentes energéticamente.
No entanto, estes dados são referentes ao último trimestre do ano passado, e este défice da balança de mercadorias que se reduziu o ano passado já deverá agravar-se este ano segundo o Banco de Portugal, pois prevê-se aumentos das importações e exportações, para este ano de 0,3% e 1,7% respectivamente.
FONTE da notícia: http://www.jornaldenegocios.pt/index.php?template=SHOWNEWS&id=408909
Cátia Freitas
Bem!
ResponderEliminar