A estratégia de Lisboa foi aprovada em 2000 e terminou este ano, sem que a Europa se tenha contudo tornado "a economia baseada no conhecimento mais dinâmico e competitiva do mundo", como previra.
Em 2005, pôs a ênfase no "crescimento e no emprego", mas acabou por ser difícil, isto é criou-se 18 milhões de postos de trabalho até 2008, mas depois veio a crise e devorou 8 milhões.
A meta de emprego que era 70%, não chegou a ser atingida e do crescimento a 3% ao ano só foi durante 2 anos.
Até ao final deste ano, as estatísticas prevêem um novo pico de desemprego para a UE-27: 10,3%.
O que correu bem
- Progressos na Sociedade de Informação: escolas e serviços públicos ligados à Internet de banda larga
- Redes europeias de investigação expandiram-se e foi criado o Instituto Europeu de Tecnologia
- A inovação entrou no discurso dos dirigentes, criaram-se pólos de competitividade e foi iniciado o projecto Galileu (localização via-satélite)
- Extensão de escolaridade obrigatória
- Mercado único para as telecomunicações, aeronavegação e integração dos serviços financeiros
- Acordos bilaterais no comércio internacional
- Criação líquida de 15 milhões de emprego e o índice de mulheres empregadas aumentou
- Reformas das pensões
- Aumento das preocupações com o ambiente
O que correu mal
- A indústria europeia de conteúdos não teve o crescimento esperado
- Os investigadores continuam a ter pouca mobilidade e continuou a não haver um sistema europeu integrado de patentes
- Ligação entre empresas e universidade é deficiente e o capital de risco continuou escasso
- Modernização das universidades e formação dos adultos aquém das necessidade
- Mercado único da energia por concretizar, tal como a portabilidade das pensões entre estados-membros
- Flexissegurança no emprego, desemprego dos jovens e gestão da imigração
- Falta de competitividade para os idosos
- Redução dos índices de pobreza aquém do esperado
- Aposta tímida nas energias renováveis
Mas o problema é a produtividade em Portugal que é de 30% inferior à da média União Europeia, segundo um relatório da Associação Industrial Portuguesa (AIP).
E o crescimento também é inferior relativamente a Europa

Nosso principal problema é a imagem de Portugal nos centros de decisão internacionais, continua a ser um país pouco competitivo, pouco transparente, burocrático e com uma justiça demasiado lenta.
Boa descrição!
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