segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Agenda de Lisboa

A estratégia de Lisboa foi aprovada em 2000 e terminou este ano, sem que a Europa se tenha contudo tornado "a economia baseada no conhecimento mais dinâmico e competitiva do mundo", como previra.

Em 2005, pôs a ênfase no "crescimento e no emprego", mas acabou por ser difícil, isto é criou-se 18 milhões de postos de trabalho até 2008, mas depois veio a crise e devorou 8 milhões.

A meta de emprego que era 70%, não chegou a ser atingida e do crescimento a 3% ao ano só foi durante 2 anos.

Até ao final deste ano, as estatísticas prevêem um novo pico de desemprego para a UE-27: 10,3%.

O que correu bem

  • Progressos na Sociedade de Informação: escolas e serviços públicos ligados à Internet de banda larga
  • Redes europeias de investigação expandiram-se e foi criado o Instituto Europeu de Tecnologia
  • A inovação entrou no discurso dos dirigentes, criaram-se pólos de competitividade e foi iniciado o projecto Galileu (localização via-satélite)
  • Extensão de escolaridade obrigatória
  • Mercado único para as telecomunicações, aeronavegação e integração dos serviços financeiros
  • Acordos bilaterais no comércio internacional
  • Criação líquida de 15 milhões de emprego e o índice de mulheres empregadas aumentou
  • Reformas das pensões
  • Aumento das preocupações com o ambiente

O que correu mal

  • A indústria europeia de conteúdos não teve o crescimento esperado
  • Os investigadores continuam a ter pouca mobilidade e continuou a não haver um sistema europeu integrado de patentes
  • Ligação entre empresas e universidade é deficiente e o capital de risco continuou escasso
  • Modernização das universidades e formação dos adultos aquém das necessidade
  • Mercado único da energia por concretizar, tal como a portabilidade das pensões entre estados-membros
  • Flexissegurança no emprego, desemprego dos jovens e gestão da imigração
  • Falta de competitividade para os idosos
  • Redução dos índices de pobreza aquém do esperado
  • Aposta tímida nas energias renováveis

Mas o problema é a produtividade em Portugal que é de 30% inferior à da média União Europeia, segundo um relatório da Associação Industrial Portuguesa (AIP).

E o crescimento também é inferior relativamente a Europa



Nosso principal problema é a imagem de Portugal nos centros de decisão internacionais, continua a ser um país pouco competitivo, pouco transparente, burocrático e com uma justiça demasiado lenta.

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