segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Notícia:http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1483621

Comentário:A notícia desta semana pode ser relacionada com uma matéria do ano passado que sairá no próximo teste (mercados de concorrência imperfeita, mais precisamente um monopólio). Como está explicito na notícia a rede de transporte ferroviários portuguesa está sobre o domínio exclusivo do Estado, isto consiste num monopólio que é um mercado controlado unicamente por um produtor/empresa (neste caso duas empresas com o mesmo “dono”, a Refer e a CP) que produzem um único bem (o serviço de transporte ferroviário) e que tem controlo total sobre o preço do produto/serviço. A notícia faz também referência a uma alegada ineficiência do serviço prestado pelo Estado, e alega que tal eficiência está relacionada com a falta de competitividade do sector. Embora eu aceite essa hipótese como válida e mais provável (pois foi divulgada por três investigadores que têm o curso superior e que provavelmente percebem mais do assusto do que eu), optei por tentar argumentar, neste breve comentário, uma resposta que também me parece válida para o problema de falta de eficiência do sector ferroviário português. Esta resposta reside num simples facto: o património público é mal gerido. Com isto quero dizer: se uma empresa pública que controla por completo um determinado sector produtivo é ineficiente, o primeiro e único culpado de tal facto é, na minha opinião, o ESTADO.

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